Publicado 28 de Fevereiro de 2015 - 5h30

A Polícia Civil investiga as circunstâncias da queda de um garoto de 10 anos do décimo andar de um prédio residencial, localizado no Jardim Paineiras, em Campinas. Ele sobreviveu ao cair sobre o telhado do estacionamento, que amorteceu o impacto. O caso ocorreu na tarde da última quinta-feira e foi registrado no 4 Distrito Policial. A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que também apura ocorrências com crianças e adolescentes, ficará responsável pela investigação. O menino segue internado no Hospital das Clínicas (HC) da Unicamp e seu estado de saúde é estável, mas ainda não há previsão de alta. Apesar de ter sido socorrido consciente, o garoto não soube explicar as razões de sua queda à polícia. De acordo com a Polícia Militar, todas as janelas do apartamento têm rede de proteção e todo o local passou por perícia pouco depois da queda. Não foram revelados detalhes sobre danos nessas redes. A família é argentina e mora no condomínio há cerca de dois meses. No momento do incidente, a mãe do garoto estava viajando, o pai no trabalho e o irmão caçula na escola. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, ainda não há confirmação sobre novos depoimentos e a polícia aguarda a alta hospitalar para ouvir a criança. Segundo o relato da empregada doméstica da família da vítima à PM, o menino havia voltado da escola uma hora mais cedo, às 15h, e teria pulado da janela da área de serviço enquanto ela fazia faxina na cobertura. Ele foi socorrido consciente pelo resgate do Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital de Clínicas da Unicamp pelo helicóptero Águia. A criança sofreu uma fratura no quadril e ferimentos leves, mas o estado de saúde é estável. O menino passou por uma série de exames, mas nenhum apontou alguma lesão mais grave. No entanto, ele deve permanecer entubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pelo menos até hoje por precaução. Os médicos ainda vão definir se o menino passará por uma cirurgia no quadril. Ainda existe a possibilidade dele ser transferido para um hospital particular nos próximos dias. O estudante Gustavo Gatti, de 16 anos, que mora no prédio e costuma nadar com a vítima e o irmão caçula, foi um dos primeiros a ver o menino caído. (Bruno Bacchetti e Jaqueline Harumi/AAN)