Publicado 27 de Fevereiro de 2015 - 5h30

O terminal urbano de Barão Geraldo foi inaugurado há quase 30 anos e se transformou em um equipamento público essencial para as pessoas que, diariamente, chegam ou deixam o distrito. Por ali, circulam usuários das 21 linhas do sistema municipal de transportes. Apesar da importância do espaço, os usuários reclamam de uma deficiência estrutural séria, denunciada desde a inauguração, e que nunca recebeu atenção do poder público. A cobertura metálica foi montada com pé-direito alto e tem a largura exata das plataformas de embarque. Chova, venta ou faça sol, quem espera o ônibus não tem proteção alguma.

Funcionários do terminal e das empresas de ônibus concordam com as queixas. E ninguém espera soluções. O projeto, executado em 1985, tinha deficiências sérias e a população, conformada, se acostumou a se submeter às intempéries, dia após dia. Quem quer se proteger do sol, por exemplo, se esconde atrás de pilares. “Quando a chuva vem, o jeito é correr para a outra plataforma. Mas quando chove com vento, todo mundo toma banho”, fala uma agente de trânsito que pede para não ser identificado. “Quem trabalha por aqui corre para se esconder no escritório.” Todo o drama seria resolvido se a cobertura metálica do terminal fosse expandida para os lados. Mas a intervenção, naturalmente, implicaria em obras que prejudicariam seu funcionamento. O secretário municipal de transportes, Carlos José Barreiro, reconheceu a procedência das queixas. Ele considera que o terminal foi projetado para a eventualidade de um dia circularem veículos mais altos, como os ônibus de dois andares, por exemplo. Ele informou que os onze terminais espalhados pela cidade vão passar por remodelação, com investimento na funcionalidade dos equipamentos. (Rogério Verzignasse/Da Agência Anhanguera)