Publicado 27 de Fevereiro de 2015 - 5h30

Dois semáforos instalados nas confluências das ruas Adelino Martins e Álvaro Bosco com a Rua Jasmim virou polêmica entre os moradores do bairro Mansões Santo Antônio, em Campinas. Os aparelhos foram instalados em 4 de fevereiro, mas o impacto passou a ser sentido esta semana com o retorno das aulas na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com o aumento do fluxo de veículos. Filas de carros se formam nas ruas próximas aos semáforos nos horários de pico, para o desespero de alguns motoristas. Pedestres e moradores da Rua Jasmim não reclamam da mudança.O fluxo de veículos nas três ruas é intenso, por se tratarem do principal acesso de quem vem da Rodovia e do Shopping Dom Pedro ou das universidades para os bairros Mansões Santo Antônio e Chácaras Primavera ou para quem vem do sentido Centro em direção ao Taquaral. A confluência nunca teve semáforos. Os pedestres eram os maiores prejudicados, especialmente os moradores da Rua Jasmim, que recebe todo o fluxo de veículos da Adelino Martins e Álvaro Bosco. Muitos chegavam a esperar até cinco minutos para atravessar a rua. A cirurgiã dentista Débora Gandur, de 42 anos, moradora da Jasmim, conta que só viu benefícios na instalação dos semáforos. “Eu achei ótimo porque não conseguia atravessar antes e tinha dificuldade para sair com o carro. Eu já tinha pedido lombada para a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), mas o semáforo eu achei excelente”, afirmou. Sobre o congestionamento, Débora diz que não viu mudanças. “O congestionamento em outras ruas já tinha. O movimento de carros continua o mesmo, mas agora está organizado.”Na opinião do controlador de acesso Reginaldo Joaquim Santana, de 41 anos, o trânsito intenso não é por causa do semáforo, mas pela quantidade de veículos na região e de ônibus fretados que às vezes param nessas ruas. O engenheiro civil Armando Moreno também só viu benefícios. Não conseguia atravessar a rua antes. Ficou bom para o pedestre, e os motoristas que se sentirem incomodados com o trânsito têm como alternativa contornar a estação da CPFL para acessar a Jasmim”, afirmou.O engenheiro civil João Ribeiro, de 59 anos, disse que a instalação do semáforo gerou mais trânsito do que fluidez. Morador da Rua Álvaro Bosco, ele vê todos os dias, nos horários de pico, filas de carro se formarem na frente do condomínio. “Achei que ia ajudar, mas piorou”, disse. O engenheiro Carlos Simões mora na Rua Hermantino Coelho e também sente os reflexos por lá. “O maior problema é por volta das 7h30. O trânsito fica bem complicado.” Segurança viária

Procurada, a Emdec justificou que o conjunto semafórico foi colocado com o objetivo de ampliar a fluidez e a segurança viária e dos pedestres na região. Afirmou ainda que os semáforos estão em monitoramento constante e avaliação, podendo sofrer adaptações nos tempos de abertura e fechamento dos sinais ou serem ajustados ao fluxo de veículos, principalmente nos momentos de maior circulação. Toda a sinalização do entorno está sendo renovada. Somando placas de sinalização de trânsito novas e as trocadas por desgaste natural, são aproximadamente 100 placas. Também foi revitalizada a sinalização horizontal (pintura de solo), incluindo faixas de pedestres, linhas de bordo e lombadas, com a colocação de 53 tachões para garantir o respeito à mesma.