Publicado 26 de Fevereiro de 2015 - 5h30

Alambrado caído, mourões deteriorados e buracos nas telas podem ser vistos ao longo de toda a extensão do Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, em Campinas, no acesso pela Rua Raul Ferrari. Em um trecho, era possível, anteontem, ver pelo menos 30 metros do alambrado no chão. O problema tem levado dor de cabeça aos moradores por dois motivos: as capivaras saem do parque à noite e são vistas passeando pelo bairro. A cerca aberta também torna o parque um esconderijo para criminosos que praticam roubos na região. A preocupação do morador Henry Ribeiro Martinez é com as capivaras. “Tem um monte de cerca aberta e à noite as capivaras saem todas. Tem umas 40. Existe o risco da febre maculosa”, afirmou. O porteiro José Batista Silva também já viu capivaras passeando pela rua. “De vez em quando a gente vê elas passando pelo buraco da cerca e vindo para a rua. É perigoso”, disse. “Procurei o diretor do parque, pedi para consertar a cerca, mas nada foi feito. Já procurei a Prefeitura para reclamar das capivaras. Tenho número de protocolo.” Moradora do Jardim Santa Marcelina, a assistente administrativa Linda Soler afirma que, além das capivaras, a cerca caída traz insegurança. “Tem um movimento muito grande de pessoas estranhas que entram e saem dos buracos na cerca.” Ela afirma que reclamou do mato alto em volta e roçaram, mas na cerca não mexeram. O músico Alexis Bittencourt mora no bairro desde 2005 e afirma que desde esse período a cerca é mal conservada, com buracos. Também já indicou a derrubada de árvores e constantes incêndios. Em sua opinião, o maior problema da cerca caída é a falta de segurança. “Facilita a fuga de assaltantes. Funcionários das casas e da Sanasa passam aqui e estão sendo assaltados.” A Secretaria de Serviços Públicos informou que os danos ao alambrado chegam a 800 metros. O Departamento de Parques e Jardins (DPJ) disse que já deu início aos reparos emergenciais na tela e a previsão de conclusão é ainda hoje. A médio prazo, o DPJ pretende substituir os mourões — feitos de eucalipto tratado — ao longo de todo o alambrado, por postes de concreto. O alambrado também receberá uma base de material resistente. A tela será substituída e receberá arame farpado para impedir vandalismo e invasões. (Inaê Miranda/AAN)