Publicado 25 de Fevereiro de 2015 - 5h30

O programa estadual Bolsa Escola da Família, que concede a estudantes universitários auxílio financeiro para estudar em troca de serviços prestados a unidades escolares estaduais durante os fins de semana, está suspenso na PUC-Campinas, pela falta de documentação. A suspensão temporária atingiu 36 bolsitas (referente ao ano de 2014) que recebem o benefício e estão impedidos de comparecem às escolas para seguirem com os projetos, que envolvem atividades de esporte, cultura e saúde. Os alunos estão com medo de que instituição seja definitivamente descadastrada e eles tenham que pagar pelo curso.

Por meio dele, universitários têm 100% de gratuidade nos cursos, sendo 50% da mensalidade paga pelo Estado (limitada a um teto de R$ 500 por mês renovável anualmente) e o restante financiado pela própria faculdade. O Programa Bolsa-Universidade é um convênio que foi estabelecido entre o Governo do Estado de São Paulo e as Instituições de Ensino Superior, por meio da Secretaria de Estado da Educação.

A renovação do convênio foi em janeiro, e os alunos receberam um e-mail interno da PUC, por meio da coordenadoria, no início do mês, informando o problema. Um aluno que pediu para não ser identificado afirmou que teme o descredenciamento como forma de forçar os estudantes, especialmente os de último ano, ao pagamento integral. Ele ia uma vez por semana em uma escola estadual e desenvolvia atividades esportivas e artísticas. Eram cerca de 60 crianças e adolescentes que recebiam as atividades. “Eles vão sentir muita falta, com certeza. Tem monitor, eles podem receber de outras instituições. Mas os alunos da PUC que podem ficar sem a bolsa, é um risco”, disse.

Por meio de assessoria de imprensa, a PUC-Campinas informou que enviou a documentação com as correções necessárias e ampliadas, como foi requisitado. Não foi informado que documentos faltaram na renovação do convênio. A universidade informou que aguarda o parecer final, visando o recredenciamento.

Com relação aos alunos que participam do Programa, a instituição informou que eles só podem começar as atividades nas escolas após a regularização e que “não houve qualquer prejuízo aos alunos no período que antecede o recredenciamento”. A Secretaria de Estado da Educação informou que ainda aguarda o envio da documentação. Após o recebimento, o convênio é liberado em uma semana.

Outras instituições

Além da PUC-Campinas, mais duas instituições possuem convênio no programa estadual. A Faculdade Anhanguera possui 76 bolsas conveniadas ao programa, das quais apenas três não estão ocupadas. A Universidade Paulista (Unip) possui 95 bolsas conveniadas — do total, duas estão em aberto. Esses dados são referentes ao cadastro de 2015 e as universidades estão com o cadastro atualizado.