Publicado 25 de Fevereiro de 2015 - 5h30

O município de Mogi Mirim registrou nos meses de janeiro e fevereiro 537 casos confirmados de dengue. A situação é considerada de alerta, segundo a Prefeitura. Ao todo, neste período, foram registrados 1.863 notificações. Desse total, 87 exames deram negativo e 1.239 ainda aguardam resultado.

Ao afirmar que a situação é de alerta, a Prefeitura não considera que o atual cenário seja de epidemia. No entanto, recomendações do Ministério da Saúde consideram que acima de 300 notificações para cada 100 mil habitantes pode ser considerada uma situação de alta incidência. Mogi Mirim, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem 91 mil habitantes.

O número já supera o de Campinas, uma cidade com mais de 1 milhão de pessoas. No último balanço divulgado no começo deste ano, Campinas tinha 211 casos de dengue confirmados.

A Prefeitura de Mogi Mirim informou que as medidas de combate à dengue não foram interrompidas. Também informou que uma licitação foi aberta para contratação de uma empresa específica para cuidar dessa área e dar apoio à Secretaria de Saúde. A medida foi tomada para ampliar as ações de combate.

A Prefeitura também informou que, neste ano, as medidas tomadas em 2013 e 2014, com reuniões e capacitações continuarão neste ano, com médicos, enfermeiros e agente de saúde. A Prefeitura negou que essa situação crítica da cidade esteja “relacionado com descaso ou omissão do poder público”.

O governo de Mogi Mirim também informou que as unidades básicas de saúde (UBS) estão bem preparadas para atender pacientes com dengue e que os hospitais estão equipados e são indicados para os casos com gravidade.

Campinas

Em Campinas, diante do cenário considerado preocupante pelo secretário de Saúde, Carmino Antônio Souza, uma megaoperação será realizada pela Prefeitura na região sul, onde há mais casos de dengue. As ações na área de abrangência dos centros de saúde Campo Belo, Jardim Fernanda e São Domingos terão duração de 20 dias.

Além dos trabalhos de nebulização veicular, haverá também a retirada, remoção e inviabilização de criadouros, limpeza de áreas públicas, orientação sobre armazenamento correto de água, vedação de caixas d’água e mobilização social.

De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Brigina Kemp, estas comunidades são consideradas de “transmissão de dengue”. “Até o dia 10 de fevereiro, haviam sido confirmados 27 casos nestas localidades, e 269 continuam em investigação”, afirmou. (Da Agência Anhanguera)