Publicado 27 de Fevereiro de 2015 - 22h02

Centro de Saúde, Éden, Sorocaba

Cedoc/RAC

Centro de Saúde, Éden, Sorocaba

A delegada de Defesa da Mulher de Sorocaba, Ana Luíza Salomone, divulgou, nesta sexta-feira (27), o laudo do Instituto Médico Legal sobre a morte de um recém-nascido em novembro do ano passado. O laudo constatou que a criança que foi atirada pela própria mãe pela janela da Unidade Básica de Saúde do bairro do Éden, na Zona Leste, estava viva e que morreu em decorrência do aborto.

 

De acordo com a apuração policial, mãe, uma auxiliar de cobrança de 25 anos, que até então escondia a gravidez da família, informou ter sofrido um aborto espontâneo quando fora ao banheiro. Ela declarou na época que ficou assustada ao ver o feto já morto, com o cordão umbilical enrolado no pescoço e a língua exposta. Por isso, optou por jogá-lo pela janela do banheiro da UBS.

O feto era uma menina e a constatação de que estava vivo pode levar a mãe a responder por infanticídio, quando a mãe mata o filho. A delegada ainda não concluiu o inquérito e ainda investiga.