Publicado 25 de Fevereiro de 2015 - 19h43

Por Da Agência Anhanguera de Notícias

Dois ex-militares foram condenados por formação de quadrilha e posse ilegal de arma munições de uso restrito. Eles foram presos em 2013 acusados de negociar armamentos com traficantes e quadrilhas especializadas em roubos de caixas eletrônicos. A pena aplicada pela 4ª Vara Criminal de Campinas varia de 9 anos a 13 anos de reclusão.

De acordo com as investigações do Ministério Público e do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic) da Polícia Civil, a quadrilha desviou mais de 700 munições calibre 7.62mm, de uso exclusivo do Exército, além de armas e explosivos. O armamento e as munições eram desviados do Batalhão do Exército em Campinas por um então 3º sargento e um soldado da corporação.

 

Denúncia

A denúncia foi oferecida em março de 2014 pelos promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), após as investigações. Depois que o caso veio à tona, os dois militares envolvidos no esquema foram expulsos da corporação.

 

O esquema foi descoberto após a prisão em flagrante de um dos acusados, em fevereiro de 2013, quando ele se preparava para explodir caixas eletrônicos em Santo Antonio do Jardim. Ele e outro denunciado negociavam com os dois integrantes do Exército a compra de armas, munições e artefatos explosivos pertencentes às Forças Armadas para uso em suas ações criminosas e também para abastecer outras quadrilhas especializadas em furtos a banca mediante de caixas eletrônicos.

 

Em sua sentença, o juiz da 4ª Vara Criminal de Campinas, Caio Ventosa Chaves, condenou o ex-sargento do Exército foi condenado a 13 anos de reclusão; o ex-soldado, a 9 anos de reclusão; um dos ladrões de banco a 12 anos de reclusão e seu comparsa, a 10 anos. Eles não poderão recorrer em liberdade, à exceção de um dos integrantes da quadrilha, que obteve liberdade provisória por meio de habeas corpus.

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