Publicado 25 de Fevereiro de 2015 - 12h53

Material desconhecido foi queimado em canteiro localizado na saída da universidade; boletim de ocorrência foi registrado

Dominique Torquato/ AAN

Material desconhecido foi queimado em canteiro localizado na saída da universidade; boletim de ocorrência foi registrado

Cerca de 30 alunos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) vandalizaram uma rotatória na parte externa da instituição na madrugada desta terça-feira (24). O boletim de ocorrência do caso informa que o ato foi uma represália à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Trotes da Câmara de Campinas que apura violações dos direitos humanos na recepção dos calouros da universidade.

Segundo o BO, registrado no 4º Distrito Policial, foram queimados 80 metros de tela que cercavam uma rotatória da PUC, quebrados 10 cavaletes e danificados 60 vergalhões de aço de uma polegada da faculdade que eram de uma estrutura que estava no local.

Apenas um aluno foi identificado. O caso ocorreu às 0h45 de ontem, de acordo com o B.O., mas foi registrado apenas na madrugada desta quarta.

O Correio conversou com o estudante. Ele afirmou que seu nome consta no registro porque foi conversar com um dos guardas da faculdade quando a confusão começou. Ele afirmou que não se envolveu na confusão, apenas conversava com amigos. “Eu disse meu nome e disse que ia tentar falar com o pessoal para eles pararem de danificar a grade. Tentei amenizar a situação. Os guardas sabem que não fiz nada”, disse. O jovem disse que o grupo vandalizou o espaço depois de uma festa de “boas-vindas” aos calouros de 2015 no Campinas Hall.

Os estudantes ficaram por meia hora na rotatória de depois se dispersaram. O local é conhecido por reunir alunos depois de festas. “O que posso garantir é que nenhum dos estudantes que queimaram a tela era de cursos de Comunicação”, afirmou o estudante.

Outro aluno que presenciou a ação disse que o grupo que foi ao local era grande, mas que poucos foram responsáveis pela depredação. “A maioria ficou sentada no meio-fio da calçada, conversando. A bagunça foi coisa de dois ou três”.

A reportagem entrou em contato com a universidade, que em breve divulgará nota oficial sobre o caso.