Publicado 01 de Março de 2015 - 4h53

Eduardo Gregori

Leandro Ferreira/ AAN

Eduardo Gregori

Foto: Leandro Ferreira/ AAN

Eduardo Gregori

Eduardo Gregori

Já que o Turismo trata hoje de Flórida, de Azul e de Viracopos, nada melhor que falar o quanto é bom embarcar e desembarcar no nosso aeroporto.  Ando com uma preguiça de pegar avião em Guarulhos. Acho lindo o terminal 4 da capital paulista. Moderno, com sala VIP, entrada e saída toda automatizada, entre outras facilidades. Porém, confesso que chegar lá tem sido um verdadeiro Kinder Ovo, só que vem quase sempre com uma surpresa desagradável.

Em dezembro, quando fui para o País Basco, simplesmente não havia mais ônibus para o aeroporto. Alta temporada é sempre complicado. Tive a sorte de poder pegar carona com uma amiga e chegar a tempo para pegar o voo. O problema não é exatamente encontrar assento disponível no transporte para Guarulhos, mas o tempo que se gasta para chegar lá. O que mais me dá mais preguiça é o trânsito, sempre caótico. Às vezes, o tempo que se gasta entre Campinas e Cumbica é maior do que muitos voos entre, por exemplo, São Paulo e Rio, ou Belo Horizonte e Vitória e outros vários destinos.

Já perdi voo saindo de Campinas com quase oito horas antes do horário de embarque. Toda vez que vou para São Paulo, acendo uma vela para meu anjo da guarda, pedindo para ele dar um jeito no trânsito, que normalmente fica parado.  Antes, eu achava ruim aquele anda e para, anda e para. Hoje, quando está fluindo, mesmo que muito devagar, até agradeço, porque na maioria das vezes, a Marginal Tietê simplesmente trava e fico, literalmente, observando o relógio correr sem que o veículo se mova um centímetro.

Além disso, é muito desagradável chegar ao terminal, muitas vezes já cansado, ou, dependendo do clima, transpirando. Resumo da ópera: estresse total e desnecessário. Por isso me agrada muito utilizar Viracopos. Saio de casa com, no máximo, 1 hora e meia de antecedência do horário de embarque. Não gasto mais de 20 minutos para chegar ao terminal, e isso de ônibus. De carro é ainda mais rápido.

Torço para que mais companhias cheguem por aqui. Uma pergunta para as empresa que já operam no aeroporto: Quando voaremos para a América do Sul e outras cidades da Europa? Acho um tanto quanto estranho poder voar de Viracopos para Lisboa ou para Nova York e não conseguir chegar a Buenos Aires, a três horinhas de avião. Creio que uma hora ou outra, com esse crescimento todo, possamos escolher para onde ir. Enquanto isso, tento não me render à minha preguiça, senão, acabo não viajando mais.

 

Eduardo Gregori é editor de Turismo do Grupo RAC