Publicado 26 de Fevereiro de 2015 - 10h44

Por France Press

Fumar maconha na capital dos Estados Unidos passa a ser legal a partir desta quinta-feira (26), mas os conservadores do Congresso buscam bloquear a nova regulamentação.

A legalização do consumo de maconha com fins recreativos aprovada no Distrito de Columbia, como é chamada oficialmente a capital dos Estados Unidos, por grande maioria em um referendo em novembro (64,6% contra 28,4%), entrou em vigor na quarta-feira à meia-noite (02h00 desta quinta-feira em Brasília).

Três estados - Colorado (oeste), Washington e, desde terça-feira, o Alasca - já autorizavam o consumo de maconha. Oregon (noroeste) imitará estes estados em julho e também legalizará o consumo da substância.

A partir de agora, a capital de Washington, que tem 650.000 habitantes, autoriza a posse de pequenas quantidades de maconha, mas não permite sua compra ou venda. 

Os adultos podem ter até 60 gramas de maconha - o equivalente a 80 cigarros - e podem cultivar até seis plantas em casa.

A venda de cachimbos, narguilé ou papel de fumo também está autorizada.

"Fumar em casa. Cultivar em casa" é o novo slogan desta regulamentação que provocou uma forte rejeição dos conservadores do Congresso. 

A prefeita de Washington, Muriel Bowser, com uma estreita margem de manobra, foi a primeira a ser criticada.

"Os moradores falaram alto e claro quando votaram para legalizar pequenas quantidades de maconha no Distrito de Columbia", havia declarado.

O Distrito de Columbia não é considerado um estado e a maconha permanece ilegal sob a legislação federal, da mesma maneira que ocorre com a heroína ou o LSD.

Assim, as forças federais podem prender alguém em posse de maconha em um terreno federal como, por exemplo, um monumento ou um parque nacional.

Em uma entrevista na terça-feira ao jornal The Washington Post, Jason Chaffetz, legislador republicano de Utah e membro do movimento conservador Tea Party, declarou que se a nova regulamentação for colocada em andamento "o farão sabendo pertinentemente que estão violando a lei".

Os republicanos tentaram gerar curto-circuito na nova regulamentação ao incluir no último minuto na lei orçamentária uma linha que proibia a implementação deste lei.

Mas a cidade explicou que já era tarde. A lei foi aprovada em um referendo.

No total, 51% dos americanos são favoráveis à legalização, segundo uma pesquisa da Gallup publicada em outubro.

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