Publicado 28 de Fevereiro de 2015 - 19h33

Por Carlo Carcani

O jornalista Carlo Carcani Filho

Ércia Dezonne/AAN

O jornalista Carlo Carcani Filho

O Guarani teve uma ótima largada na Série A2, mas começou a patinar depois das três vitórias iniciais. Perdeu em casa para o Matonense (seu pior resultado no ano), empatou fora com o Oeste (resultado importante porque, até aqui, o Bugre é o único visitante que conseguiu pontuar em Itápolis) e perdeu na Javari para o Água Santa (nesse caso, não soube tirar vantagem de jogar em campo neutro contra o time de melhor ataque do campeonato).

 

O 9º lugar na tabela não é nada agradável, mas o time tem 13 jogos pela frente e a distância para o G4 antes do início da rodada era de apenas dois pontos. Subir, portanto, não é uma missão impossível.

 

O técnico Marcelo Veiga e a torcida devem estar preocupados com os recentes tropeços, com os erros de finalização e com as frequentes contusões e expulsões.

 

Tudo isso atrapalha, mas pode ser superado ao longo da competição. O problema que deve realmente deixar todos preocupados é outro. É um problema recorrente e com poder para destruir qualquer campanha. É um problema capaz de transformar um candidato ao acesso em um time ameaçado de rebaixamento.

 

O problema, como bem sabe o torcedor bugrino, é o salário. Os jogadores deveriam ter recebido na última segunda-feira, o que não aconteceu. Até o fechamento desta coluna, na noite de sexta-feira, o elenco ainda não havia recebido. A diretoria prometeu aos atletas que o pagamento seria efetuado antes da partida deste domingo contra o Catanduvense, que faz péssima campanha e está em 19º lugar.

 

Em situações normais, o Bugre é favorito. Mas se o ambiente for de insegurança em relação às condições financeiras do clube, tudo pode ficar mais difícil.

 

Pode ser que a promessa seja cumprida neste domingo, mas é um péssimo sinal que o clube tão rapidamente tenha voltado a ter dificuldade para cumprir essa obrigação básica.

 

É muito importante que a diretoria consiga honrar seu compromisso com os atletas, sem atrasos, até o final do campeonato. Pagar em dia, evidentemente, não garante o acesso.

 

Mas se o salário atrasar, aí sim, o acesso será uma missão quase impossível porque o ambiente, por motivos óbvios, será péssimo.

 

A atual diretoria sabe muito bem como esse aspecto é importante. Quando assumiu o clube, em agosto, o time estava com os salários atrasados e não vencia há seis rodadas. Com a mudança e o pagamento de salários e bichos, o Bugre fechou 2014 com três vitórias e três empates.

 

A diferença é bem clara. Veiga está sob pressão, mas ele só deve carregar a responsabilidade de reconduzir o Guarani à Série A1. À diretoria cabe a obrigação de oferecer ao grupo a tranquilidade necessária para trabalhar pensando apenas no acesso.

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Carlo Carcani