Publicado 28 de Fevereiro de 2015 - 19h21

Por Carlos Rodrigues

Após 20 dias afastado dos jogos por conta de uma torção no tornozelo, Thiago Cristian quer aproveitar a chance para se firmar no time

Giancarlo Giannelli/Especial para AAN

Após 20 dias afastado dos jogos por conta de uma torção no tornozelo, Thiago Cristian quer aproveitar a chance para se firmar no time

Jogo em casa, valendo a reabilitação e contra um time que ocupa a zona de rebaixamento. Em condições normais, o resultado positivo já seria necessário, mas tais fatores pressionam e obrigam o Guarani a derrotar o Grêmio Catanduvense, neste domingo (1), às 16h, no Brinco de Ouro, em partida válida pela 7ª rodada da Série A2 do Campeonato Paulista. Depois de um início avassalador, o Bugre já amarga um jejum de três partidas sem vitória e sabe que um novo tropeço vai complicar ainda mais a vida do time e gerar uma turbulência não esperada antes do torneio.

 

Com 10 pontos, o alviverde também precisa fazer o dever de casa para manter proximidade com o G4. Por isso, perder pontos é algo inimaginável. "Nós temos uma responsabilidade muito grande em conseguir essa vitória. Espero que os jogadores entendam o momento que estamos vivendo e saibam que precisamos do resultado. Não podemos correr o risco de perder os três pontos" , orienta o técnico Marcelo Veiga.

 

As circunstâncias da partida e a possibilidade de contar com a volta de alguns atletas farão com que a equipe tenha novas alterações. São três novidades. Watson assume lugar na lateral-direita na vaga de Coppetti, Éder Silva retorna de suspensão no meio e substitui Thiago Carpini, enquanto Thiago Cristian ganha oportunidade no lugar de Fernandinho na armação. Com as mudanças, Veiga espera evolução. "Cada jogo é uma história e temos que procurar melhorar a cada partida. Precisamos ser o mais simples possível e usar a inteligência para alcançar o resultado", afirma o treinador.

 

A simplicidade pedida pelo treinador tem muito a ver com o poder de decisão do time. Durante a semana, o comandante insistiu nos trabalhos de finalização e destacou a importância de insistir na definição das jogadas "Às vezes temos uma ou duas chances e eles procuram servir o companheiro e deixam de executar a oportunidade. Em um jogo difícil, temos que minar o adversário e, para isso, precisamos arriscar a todo custo", observa.

FRÁGIL

 

Aproveitar a fragilidade do adversário também é fundamental. Apesar de todos pregarem respeito, o fato do Catanduvense não ter vencido nenhuma vez — são três empates e três derrotas — corroboram a necessidade. "Jogar contra equipes que estão lutando para deixar a parte de baixo da tabela é sempre difícil, mas não podemos mais bobear. Temos que voltar a vencer para subir na tabela", alerta o atacante Nunes. "O jogo é em casa e a obrigação de ganhar é toda nossa. Se queremos estar na parte de cima, precisamos fazer o resultado", completa Thiago Cristian.

 

PRIMEIRA VEZ

 

Recuperado de uma torção no tornozelo sofrida no início do torneio, Thiago Cristian terá a primeira chance como titular da equipe e espera corresponder para assegurar uma vaga no time.

 

Contratado como lateral-esquerdo, ele terá a missão de fazer uma função mais ofensiva. Escalado no lugar de Fernandinho, ele terá de abastecer o ataque atuando como meia aberto pela esquerda. Posição que não será problema segundo ele. "Não vou encontrar dificuldade nenhuma atuando por ali. No ano passado, fiz essa função no Rio Claro e acredito que vou desempenhar bem, me dedicando ao máximo para ajudar o time", destaca.

 

Thiago Cristian revela que o período fora dos gramados incomodou bastante, e fez com que a ansiedade por jogar crescesse. "Posso dizer que a pior coisa no futebol é se machucar. Fiquei fora praticamente 15, 20 dias e é difícil. Mas me esforcei, trabalhei muito para voltar e espero corresponder à altura", relata.

 

Ciente de que a disputa por um lugar no time tem sido concorrida, o jogador sabe que precisa dar uma resposta ao técnico Marcelo Veiga para ganhar a sonhada sequência. "Ninguém tem cadeira cativa no time. Todo mundo está trabalhando e batalhando pelo seu espaço", conclui.

Escrito por:

Carlos Rodrigues