Publicado 27 de Fevereiro de 2015 - 23h06

Por Carlo Carcani

O jornalista Carlo Carcani Filho

Ércia Dezonne/AAN

O jornalista Carlo Carcani Filho

O primeiro encontro entre Ponte Preta e Red Bull terá equipes que vivem momentos distintos no Campeonato Paulista.

 

Depois de uma péssima estreia diante da Portuguesa, a Macaca não perdeu mais e, neste sábado, está tranquila, na vice-liderança do Grupo B. As chances de classificação para as quartas de final são muito boas e tudo indica que, pelo quinto ano consecutivo, a Ponte vai figurar entre os oito melhores do Paulistão. Nos cinco anos anteriores (de 2006 a 2010), o clube só ficou entre os oito duas vezes, com um 8º lugar em 2007 e o vice-campeonato de 2008.

 

Invicta há cinco rodadas, a Ponte deve se classificar com algumas rodadas de antecedência. Depois, seu desafio será enfrentar o Corinthians, adversário que encontrou nas quartas de final de 2012 e 2013.

 

Já o Red Bull vive um momento mais conturbado. O clube tem um objetivo importante, que é conquistar uma das duas vagas disponíveis na Série D. O fracasso, nesse caso, provocaria o atraso de pelo menos um ano na busca por um lugar no Campeonato Brasileiro.

 

É por isso que o clima no Red Bull não é tão leve como no seu adversário. O time fechou a 6ª rodada na 10ª colocação na classificação geral, com 8 pontos. É uma campanha aceitável para um caçula e a melhor entre os quatro clubes que subiram no ano passado. Mas é pouco para um time ambicioso como o Red Bull.

 

Para qualquer caçula, a permanência na divisão de elite já é motivo de comemoração. Para quem estreou em 2008 na quarta divisão paulista já com o objetivo declarado de disputar o Brasileirão, ficar um ano no Paulista sem conseguir a vaga na Série D seria um fracasso.

 

A situação seria muito melhor se cinco pontos não tivessem escapado nos minutos finais dos jogos contra Penapolense, XV de Piracicaba e São Bento, todos no Majestoso. O fato de não ter conseguido vencer em casa até agora aumenta o peso nas costas do técnico Maurício Barbieri. Comandante da equipe na campanha do acesso, o treinador teve seu contrato renovado antes mesmo do final da temporada de 2014, num sinal de prestígio junto à diretoria.

 

Depois disso, o time fracassou na Copa Paulista e começou de forma apenas razoável no Paulistão. Assim, a cobrança por um bom resultado neste sábado deve ser enorme e é impossível prever o que pode acontecer em caso de uma derrota.

 

Da mesma forma, uma vitória no primeiro confronto com a Ponte pode dar a Maurício — o treinador mais jovem do campeonato — e ao time a confiança necessária para buscar a hoje distante vaga na Série D.

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Carlo Carcani