Publicado 27 de Fevereiro de 2015 - 14h53

O Majestoso será palco, neste sábado, do primeiro confronto da história entre Ponte Preta e Red Bull. A Macaca aproveitou o jogo para provocar o rival Guarani e se referiu à partida em seu site como o “novo dérbi campineiro”. Evidentemente, não é um dérbi e o motivo é simples. Mesmo se, um dia, a cidade vier a ter mais times profissionais, os encontros entre eles poderão ter qualquer nome, menos esse. Dérbi é um jogo entre Guarani e Ponte Preta e nada mais.

Para alguns, Ponte Preta e Red Bull é um jogo como outro qualquer, igual a Ponte x São Bernardo ou Ponte x Linense. Para esses, a palavra clássico não cabe no jogo deste sábado. Eu discordo.

O encontro é o primeiro da história e, por motivos óbvios, ainda não é envolto por uma rivalidade intensa.

E é normal que seja assim. O Red Bull vive os primeiros anos de sua história e só agora começa a ter a visibilidade que uma divisão de elite proporciona. Tem poucos torcedores, mas carrega uma marca fortemente ligada ao esporte no mundo inteiro.

Chegou do nada na F-1 e cinco anos depois foi campeã, desbancando equipes tradicionais e fortes como McLaren e Ferrari.

O jogo deste sábado tem tudo para ser o primeiro de muitos. O Red Bull tem 100 garotos em sua categoria de base, alojados em um CT que está entre os melhores do País e recebe investimentos constantes. A primeira temporada no Paulistão está abaixo da expectativa, mas fica claro que não será um time que terá preocupações com rebaixamento. A tendência de crescimento é notória.

E quando esse crescimento for mais visível, então o clássico ganhará corpo. O Red Bull já jogou três vezes com o Guarani e ainda não conseguiu vencê-lo. Mas terminou a sua frente na A2 do ano passado. E está uma divisão acima no momento.

Com a Ponte isso ainda não aconteceu, mas é certo que a Macaca terá que manter um nível muito bom para se manter à frente do Toro Loko nos próximos anos.

No momento em que essa disputa ficar mais acirrada, a Ponte deixará de ver o Red Bull como uma escada para brincar com o Guarani e ficará sim muito preocupada em vencê-lo. Isso nunca vai acontecer com times de outras cidades. Ponte e Red Bull são da mesma cidade, disputam o mesmo campeonato e brigam pelo mesmo espaço. O fato de um ter mais história que o outro não impede que o jogo seja chamado de clássico. É um clássico que vai nascer neste sábado e tende a crescer. Também não há comparação entre Barcelona e Espanyol, mas esse é o clássico da cidade. Não é El Clásico, claro. Mas é um clássico, assim como qualquer encontro entre times da mesma cidade e divisão.

Neste sábado, Ponte e Red Bull vão escrever o primeiro capítulo de uma história que tem tudo para ser bastante competitiva num futuro próximo. Nos dois lados, já existe um forte desejo de vitória. Desejo que será maior a cada reencontro, assim como a importância do jogo.