Publicado 12 de Outubro de 2014 - 8h16

Por Agência Estado

Para manter vivo o sonho do título no momento em que o Campeonato Brasileiro se afunila, não resta outra opção ao São Paulo que não seja bater o Atlético Mineiro, neste domingo (12), às 16 horas, no estádio Independência, em Belo Horizonte, pela 28.ª rodada. Não bastasse o fato de pegar um rival complicado fora de casa, será preciso superar também uma série de desfalques que mutilam a equipe para o confronto.

Nada menos que sete jogadores estão impossibilitados de entrar em campo - destes, cinco são titulares. Kaká, Souza e Alvaro Pereira estão com as seleções de Brasil e Uruguai; Ademilson integra a equipe olímpica, Paulo Henrique Ganso e Paulo Miranda estão fora por suspensão e Rafael Toloi se recupera de estiramento muscular.

O maior drama está no meio de campo, já que Kaká e Paulo Henrique Ganso não podem jogar. Ao menos o treinador recebeu um alento na última sexta-feira e terá o retorno de Michel Bastos, que conseguiu um efeito suspensivo após ser suspenso por três partidas por causa do carrinho violento dado em Everton, do Flamengo. “Estou muito feliz com essa decisão porque estava chateado por não poder jogar. Tenho certeza de que poderei ajudar o time”, comemorou o jogador.

O técnico Muricy Ramalho admite que a situação é complicada, mas tenta não lamentar. “Temos um elenco pequeno até para treinar, mas isso acontece com todos os times. Nós temos que enfrentar e tentar fazer o melhor possível”, disse o treinador, que faz mistério para definir a escalação para a partida.

Além de Boschilia, que tenta ganhar uma oportunidade após perder espaço no time, outra possibilidade é ter Maicon mais avançado. Certo mesmo é que nem mesmo as ausências mudarão a forma de a equipe jogar. “O time vem assim há algum tempo e vem bem. A maneira de jogar continua igual, não podemos mudar a forma que atuamos”, despistou o treinador.

Se de um lado as dificuldades se somam como uma montanha difícil de ser vencida, o time tricolor recobrou o ânimo para escalá-la após duas vitórias consecutivas, a inesperada derrota do Cruzeiro para o Corinthians na última quarta e da goleada sofrida pelo Internacional para a Chapecoense, que isolou os são-paulinos na vice-liderança.

Os resultados ajudaram o elenco a esquecer os tropeços em casa contra Flamengo e Fluminense e, mesmo que timidamente, o grupo voltou a falar em buscar o título. Ainda assim, os sete pontos de distância a 11 jogos do fim do torneio são uma desvantagem maior do que a que o time tinha do Grêmio na arrancada que levou ao hexacampeonato em 2008 - na 28.ª rodada daquele ano, eram quatro pontos de distância. O aspecto positivo é que os mineiros também jogam fora (encaram o Flamengo, no Rio) e podem deixar pontos pelo caminho.

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