Publicado 15 de Outubro de 2014 - 13h58

Por Rogério Verzignasse

Fotos e vídeo do César

O ato público do Dia do Professor, organizado ontem de manhã no Largo da Catedral, foi marcado por discursos indignados contra a decadência da escola pública. O governo paulista do PSDB foi o principal alvo dos manifestantes. Neste ano, no entanto, denúncias contra o governo municipal engrossaram os protestos. O prefeito Jonas Donizette (PSB) foi acusado de promover uma velada privatização da rede municipal de ensino por ter contratado, ainda no ano passado, um grupo privado para assessorar a gestão do setor.

O convênio é, oficialmente, uma alternativa de se promover a funcionalidade dos estabelecimentos e a excelência do ensino. Segundo os manifestantes, no entanto, a presença dos consultores da Falconi/Comunitas simplesmente afastou pais e professores da elaboração da política municipal de Educação. O que aconteceu na prática, segundo os manifestantes, foi a fragmentação dos projetos pedagógicos: os conselhos foram afastados dos debates e as decisões sobre os procedimentos administrativos ficaram nas mãos dos consultores.

Os professores também protestaram contra o antigo drama das creches lotadas. Os sindicalistas estimam em dez mil o déficit atual de vagas nas educação infantil. O ato denunciou, também, a devalorização da categoria. Não se cumprem determinações legais, como a que garante ao mestre, por exemplo, tempo para planejar as próprias aulas. O movimento também criticou o desrespeito absoluto aos monitores das creches, que em Campinas nunca foram enquadrados na política salarial do professorado.

O protesto, que reuniu cerca de 150 pessoas no Largo da Catedral, começou por volta das 10h. O manifesto, no entanto, ganhou a adesão de lideranças políticas, que aproveitaram o ato para criticar o governo tucano em São Paulo e pedir votos para Dilma (PT) no segundo turno da eleição presidencial. E os discursos tinham bandeiras difusas, como a defesa dos direitos homossexuais ou a inoperância do governo tucano na adminsitração da crise hídrica.

No final da manifestação, por volta das 11h45, e sob um calor de 31 graus, os manifestantes saíram em passeata até a Prefeitura, e entregaram à Administração um documento com 2.050 assinaturas colhidas no Largo da Catedral, demonstrando o apoio público às causas. A programação original do ato previa uma passeata pela Rua 13 de Maio, mas o calor insuportável fez a organização mudar os planos. O grupo, embalado no batuque do grupo carnavalesco Caixeirosas, caminhou pela Rua Conceição e pelas avenidas Irmã Serafina e Anchieta. Agentes de trânsito ordenaram o tráfego deveículos no trecho e garantiram a passagem aos manifestantes. No Paço, o documento foi entregue no Protocolo Geral. (Da Agência Anhanguera)

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Rogério Verzignasse