Publicado 14 de Outubro de 2014 - 18h39

Por Maria Teresa Costa

Maria Teresa Costa

Da Agência Anhanguera

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O Sistema Cantareira começou a liberar, na madrugada de ontem, mais 0,5 m3/s no Rio Atibaia, volume que corresponde a metade do pleiteado por Campinas. A descarga foi autorizada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) na noite de segunda-feira, mas será insuficiente para melhorar a qualidade de água no rio e evitar os cortes no fornecimento nos bairros mais alto, que ocorrem pelo quarto dia consecutivo. O Atibaia registrou ontem uma vazão média de 3,5 m3/s. O governador não autorizou, no entanto, a ampliação em 1 m3/s no Rio Jaguari, pedido pela Odebrecht Ambiental, a empresa de saneamento de Limeira.

A empresa informou que foi pedido aumento de vazão porque a quantidade de água na captação está muito baixa e a qualidade ruim, o que dificulta o tratamento. No ponto de monitoramento do Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee), a rede telemétrica registrou ontem a tarde uma vazão de apenas 0,05 m3/s no Jaguari. Segundo a empresa de Limeira, a população não está sendo afetada ainda, porque a captação ocorre, além do Rio Jaguari, também no Ribeirão Pinhal, onde a água é de melhor qualidade.

A água que começou a ser liberada ontem no Rio Atibaia deverá chegar a Campinas somente em uma semana, período em que a cidade terá que conviver com interrupções na captação e consequentemente falta de água nos bairros mais altos da cidade. Atualmente o sistema está liberando 3,5 m3/s no Rio Atibaia e 1 m3/s no Rio Jaguari. Há o risco de, quando a vazão maior chegar, revolver o fundo do rio, levantando poluentes o que poderá piorar a qualidade da água a ser tratada.

Em nota., a Sanasa apelou ontem para que a população economize água, porque o esforço da empresa é manter a qualidade da água distribuída.

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