Publicado 14 de Outubro de 2014 - 18h37

Por Bruno Bacchetti

Bruno Bacchetti

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Fotos: Edu Fortes

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Americana iniciou ontem um rodízio nos 14 reservatórios de água abastecidos pelo Rio Piracicaba e Sistema Cantareira para igualar o abastecimento dos bairros. Os reservatórios alimentados pela mesma adutora farão rodízio levando em conta a população abastecida por eles e o consumo dessas regiões. O monitoramento do sistema telemétrico e o Serviço de Atendimento do Cliente (SAC) irá auxiliar no trabalho, mostrando quais os pontos de maior consumo, níveis de reservação elevada e níveis de reservação baixa. O rodízio não tem previsão para terminar e vai durar até o fim do período de estiagem.

“O DAE vem fazendo o possível para manter o abastecimento, porém a situação está critica com a falta de chuva, o rodízio vai equiparar o abastecimento nos bairros. Quanto maior a colaboração da população, menor será o impacto causado pelo rodízio de água”, explicou Claudete Alves Pereira, diretora geral do DAE.

Além do rodízio que pode deixar os moradores sem água em algum momento do dia, a população de diversos bairros de Americana tem reclamado da qualidade da água distribuída, em tom amarelado e com cheiro forte. "A água que vem da rua está amarela, nem roupa dá para lavar. Colocamos um filtro na caixa dagua para poder beber. Meu genro tomou banho e reclamou de coceira. O rodízio preocupa, tem que economizar, mas tem gente que não está nem aí", afirmou a aposentada Fátima Auxiliadora Bianchezi, de 60 anos.

De acordo com o DAE, em função das baixas vazões e da qualidade da água bruta captada, algumas interrupções de abastecimentos estão acontecendo de forma generalizada e no retorno do abastecimento, muitas vezes a água arrasta partículas internas da rede de abastecimento que pode ocasionar a presença de cor.

“O DAE tem uma preocupação intensa em manter a qualidade da água distribuída, respeitando os parâmetros determinados pela portaria 2914. Assim, primamos pela qualidade às vezes, em detrimento da quantidade”, explica o chefe da Divisão de Tratamento de Água, Carlos César Gimenez Zappia.

Na semana passada, a captação de água no Rio Piracicaba, que abastece toda a cidade de Americana chegou a captar cerca de 20% a menos da outorga (1.050 litros/segundo), liberado pelo Departamento de Água e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE).

Atualmente, a vazão do Rio Piracicaba, no ponto da captação está em menos de seis metros cúbicos por segundo, onde o normal para a época seria entre 12 a 15m/s. O nível do rio está em pelo menos um metro abaixo do que estava em fevereiro deste ano e esses fatores alteram as características da qualidade da água, dificultando e retardando o processo de tratamento.

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Bruno Bacchetti