Publicado 14 de Outubro de 2014 - 17h46

Por Maria Teresa Costa

Maria Teresa Costa

Da Agência Anhanguera

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O calor elevou o consumo de água em Campinas de 2,8 mil litros por segundo (l/s) para 4 mil l/s, situação que aliada à má qualidade da água no Rio Atibaia, provocaram, segundo a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), problemas de desabastecimento em várias partes da cidade. Ontem pela manhã, a empresa estava captando 2,8 m3/s e conseguiu ampliar, a tarde, para 3,2 m3/s, abaixo da necessidade, ainda, deixando cinco das regiões mais altas da cidade sem água pelo quarto dia consecutivo. Com a captação de quase toda água que chega, o Atibaia está praticamente seco.

As regiões do Campo Grande, Ouro Verde, Jardim Londres, Jardim Gabriel continuaram sem água, o que também ocorreu em Sousas, no Condomínio San Conrado. Moradores do Jardim Proust de Souza, Vila Rica, Santo Antonio, Jardim do Lago também relataram falta de água. A Sanasa não tem estimativa de quantas pessoas estão sendo afetadas.

Para minimizar o problema, a empresa está levando água em 20 caminhões pipas para as áreas mais afetadas e não tem perspectivas de quando a situação irá melhorar.

O aposentado Antonio Carlos Isac, do DIC IV, disse que nção sabe mais o que fazer, porque desde segunda-feira pela manhã a água não chega e a caixa de água, com capacidade para 500 litros, está esvaziando. “Estamos reservando para as necessidade, economizando ao máximo e ninguém tem uma estimativa de quando voltará. Fomos pegos de surpresa, o que nos impediu de tomar medidas preventivas”, afirmou.

A dona de casa Helena Torrecillas, da Vila Proust de Souzas, disse que está sem água desde sábado e sua reserva já acabou. “A situação é de desespero. Tenho crianças e não dá para ficar em casa”, afirmou. A solução, disse, está sendo tomar banho e lavar roupa na casa de amigos, e comprar água para poder cozinhar. “Tenho levado até a louça para lavar na casa da minha amiga. Nunca vivi uma situação assim. O problema foi a surpresa”, afirmou.

Morador da Vila Proust de Souza, Vladimir Costa disse que está sem água em casa desde domingo a noite, mas ele estranha o fato de o bairro estar desabastecido, enquanto bairros ao lado, como Vila teixeira e Bonfim estão abastecidos.

RETRANCA

O vigilante Lindalvo Oliveira também está sem água desde segunda-feira. “Tenho um pouco na caixa d´água mas está acabando. Estamos economizando ao máximo. Se soubessemos que iria faltar tinha reservado”, disse o morador do Jardim Ipiranga que ficou indignado na segunda-feira, qundo viu um caminhão-pipa regando um gramado na Vila Rica. “Nós sem água e a Prefeitura molhando plantas”, disse. Segundo a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), a água que está sendo usada para regar os jardins e água de reúso e não serve para o consumo.

Mesmo sabendo disso, o vigilante achou uma afronta ver o caminhã-pipa em ação. “Nós também temos jardins, calçadas, e estamos sem poder molhar”, criticou

ELEMENTO

Cantareira - 4,5%

Rio Atibaia - 3,5 m3/s

Dias sem chuva - 12

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Maria Teresa Costa