Publicado 14 de Outubro de 2014 - 17h19

Por Maria Teresa Costa

Maria Teresa Costa

Da Agência Anhanguera

[email protected]

Levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica aponta que a região do Cantareira perde quase 80% de sua vegetação nativa nos últimos 30 anos, mesmo com os mananciais tendo proteção legal. Atualmente restam apenas 21,5% da cobertura original na bacia hidrográfica e nos 2.270 quilômetros quadrados onde estão as seis represas. Segundo a fundação, a proteção das florestas nativas da Mata Atlântica poderia ter evitado, ou amenizado, a crise hídrica que se estabeleceu no sistema.

A floresta, segundo a fundação, tem tem papel essencial na prevenção de secas, pois reabastece os lençóis freáticos e impede a erosão do solo e o assoreamento de rios, entre outros benefícios. Calcula-se ainda que 100 hectares de mata preservada produzem 10 mil litros de água em uma bacia com precipitação média de 1200 mm/ano

O estudo identificou também a extensão de rios que têm suas águas protegidas pelos remanescentes florestais e ainda uma estimativa de rios onde a presença de mata em suas bordas – Áreas de Preservação Permanente (APP) – é pequena ou inexistente

Segundo o estudo, o percentual de vegetação remanescente está abaixo do ideal para uma bacia hidrográfica produtora de água e também da totalidade necessária de áreas protegidas (incluindo Áreas de Preservação Permanente (APP), topos de morros e encostas) e reserva legal previstos na legislação.

O caminho para reverter esse quadro, de acordo com a ONG, passa, primeiramente, pela recuperação da cobertura vegetal nas áreas de mananciais e produtoras de água. No entanto, para fazer diferença, é preciso que o governo paulista implemente efetivamente instrumentos econômicos como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e a cobrança pelo uso da água a todos os usuários.

Escrito por:

Maria Teresa Costa