Publicado 13 de Outubro de 2014 - 21h44

Por Inaê Miranda

Inaê Miranda

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Cerca de 150 pessoas protestaram ontem contra a morte violenta do transexual conhecido como Géia Gorghi, que foi assassinado com um tiro no peito e teve o corpo carbonizado no último dia 9 de outubro. Amigos de Géia, colegas de trabalho e integrantes de movimentos sociais se concentraram no Largo do Rosário e, por volta das 18h, saíram em passeata até a Praça José Bonifácio, em frente à Catedral, utilizando cartazes e um carro de som. Durante o percurso eles chegaram a parar, por cerca de 5 minutos, a Avenida Francisco Glicério, onde pediram justiça.

Uma das organizadoras do protesto, a enfermeira Carolina Vilas Boas de Souza, era chefe e amiga pessoal de Géia. “Foi bem chocante para a gente porque dentro do trabalho era uma pessoa exemplar, de muita competência, ética, muito requisitada pela equipe médica nos procedimentos mais complexos, amiga maravilhosa. Me sinto um pouco mais confortada em está participando do manifesto. Achamos que foi de muita crueldade, vamos acompanhar a investigação e não vamos deixar a poeira abaixar”, afirmou.

Integrantes do Centro de Referência LGBT, Conselho Municipal de Direitos Humanos cobraram que o crime não seja investigado apenas como latrocínio, mas que seja apurado se houve crime de homofobia. Por volta das 19h30, o grupo retornou em passeata ao ponto de partida, passando pelas Avenidas Francisco Glicério, Conceição e Barão de Jaguara. O trânsito ficou complicado momentaneamente nos locais por onde o grupo passou. O corpo de Géia foi encontrado amarrado e amordaçado ao lado de um veículo em chamas na estrada rural no bairro Chácara das Águas, em Monte Mor, onde a investigação está sendo feita.

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