Publicado 13 de Outubro de 2014 - 21h39

Luciana Félix

Inaê Miranda

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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*****Falta parte da Inaê, ela está finalizando

A alta na procura por atendimento no Hospital de Clinicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ontem, fez a unidade suspender os serviços de urgência e emergência do hospital. A unidade atuava ontem com capacidade 70% acima de sua possibilidade e informou, por meio de nota, que estava muito próxima do limite humano, da área física, de equipamentos e de recursos materiais, principalmente para os casos de emergência. Diariamente a unidade atende cerca de 250 pessoas, ontem por volta das 19h foram 380 casos.

Se a superlotação ocorrer novamente hoje o atendimento continuará suspenso. A medida foi comunicada a Central de Regulação de Vagas da unidade, ao Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), ao Corpo de Bombeiros e ao resgate das concessionárias das rodovias que cortam a região de Campinas. Foi solicitado que os órgãos não encaminhassem pacientes para o hospital. Apenas duas vagas, uma clínica e uma cirúrgia, permaneceram disponíveis para o resgate do helicóptero Águia da Polícia Militar (PM).

O hospital também orientou os pacientes de menor complexidade a procurem as Unidades Básicas de Saúde ou, nos casos emergenciais, os Pronto- Atendimentos da região onde moram.

A superlotação da unidade ocorre dias após três unidades da rede municipal de saúde fecharem suas portas. A primeira foi o Pronto-Socorro do São José, que encerrou o atendimento na semana passada, e ficará em reforma por três meses. Ontem, o Centro de Saúde do Balão do Laranja e o Centro de Saúde Tancredo Neves, no Campos Elíseos, também informaram que suspenderam os atendimentos por uma semana devido a reformas necessárias.

HC

A maior parte dos pacientes atendidos ontem era casos grave (estados vermelho e amarelo) e aguardavam internação até o fechamento desta matéria. Outros 15 seriam liberados até o final da noite.

O HC informou que os pacientes classificados como risco verde e azul, ou seja, casos menos graves, que queiram aguardar, serão atendidos após a normalização do fluxo de emergência e do problema na rede. Mas não estipulou um prazo para que o atendimento ocorresse.

Além da superlotação, a unidade sofreu também um problema estrutural na rede de água e esgoto na área de emergência. Os dois banheiros do local foram atingidos e começaram a passar por consertos o que também compromete o atendimento e a área onde as macas ficam instaladas.