Publicado 13 de Outubro de 2014 - 17h24

Por Maria Teresa Costa

Moradores das áreas onde serão construídos os reservatórios de água em Amparo e Pedreira protestaram ontem, durante audiência pública em Campinas, contra a construção das barragens que, segundo eles, irá afetar famílias instaladas há muitos anos nos locais. Eles querem que o governo do Estado estude a possibilidade de ampliar a represa Jaguari, em Pedreira, uma pequena central hidrelética, avaliando que sua ampliação seria menos danosa. O Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee) informou que não há possibilidade de ampliar essa usina, que opera a fio de água e não tem comportas para reservar grandes volumes.

“A capacidade de armazenamento é de um quinto do volume útil da represa que está sendo projetada para Pedreira. A Jaguari não tem cpacidade de regularização que a futura terá”, disse o repesentante do Daee, Mario Tabata. Para as barragens haverá interferência em 35 imóveis em Pedreira e 31 em Amparo, que serão desapropriados.

Previstas para armazenar 75 bilhões de litros de água, equivalente a 7,7% da capacidade do Cantareira, as represas só serão concluídas em 2018, e criarão uma reserva hídrica estratégica na bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), que hoje vive sua pior crise e já tem cinco cidades sob racionamento.

OS estudos ambientais foram contratados no início de abril e têm prazo de conclusão em 18 meses. Até o momento, o Estado liberou R$ 53 milhões para as desapropriações das áreas das futuras represas, cujo empreendimento está estimado em R$ 500 milhões. Além de ser uma reserva de água, as barragens também serão pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

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Maria Teresa Costa