Publicado 12 de Outubro de 2014 - 5h30

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, continua culpando os outros - e até a Natureza - pelo baixo crescimento do Brasil. A economia está sendo prejudicada, segundo ele, pela estagnação em países avançados, pela desaceleração econômica da China e pela seca. Fora isso, “o Brasil é um dos emergentes mais sólidos”, com expansão continuada do emprego e da renda. Essas explicações, juntamente com uma peroração contra as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), estão no pronunciamento enviado para a reunião do Comitê Monetário e Financeiro do FMI, responsável pela formulação de diretrizes políticas. O ministro decidiu ficar em Brasília e o País será representado pelo presidente do BC, Alexandre Tombini. Os economistas do Fundo estimam para o Brasil um crescimento de apenas 0,3% neste ano e de 1,4% em 2015 - projeção que é inclusive maior que a do mercado financeiro (0,24% na semana passada), mas mesmo asim, é contestada pelo ministro. Em nenhum momento ele menciona uma previsão endossada pelo governo - mas acusa o Fundo de contradição, por ter já há algum tempo atribuído “60% dos problemas brasileiros a fatores externos e agora ressaltar os internos como os mais importantes”. (Agência Estado)