Publicado 13 de Outubro de 2014 - 14h21

Por Marita Siqueira

A Prefeitura de Campinas realizou no último sábado (11), mais um mutirão de combate à dengue. A ação aconteceu na região Sul da cidade com o objetivo de levantar dados estatísticos, eliminar e remover possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. A atividade estava na programação anual da Secretaria de Saúde, porém, em decorrência da epidemia que atinge a cidade, a equipe foi reforçada com pessoal de uma empresa terceirizada. Somaram-se aos agentes municipais, 45 profissionais que contratados, percorreram imóveis do Jardim das Oliveiras, Vila Ipê, Jardim Amazonas e Parque Jambeiro.

De acordo com a avaliação da Agentes de Apoio de Controle Ambiental da Vigilância em Saúde (Visa) Sul, a ação foi bem-sucedida. Foram encontradas larvas em apenas uma residência, poucos criadouros com água e o material encontrado foi recolhido. “Dá uma ideia de onde estão os possíveis criadouros, porque estamos em um mês seco e se houver algum local favorável para reprodução deve ser removido antes do período de chuva”, explicou a bióloga da Visa Sul, Heloísa Malavasi.

 

Devido à epidemia, a receptividade da população foi facilitada, observou a supervisora da Visa Sul, Débora Cristina Ferraz Campos. “Pouca gente está recusando a entrada nas casas. Depois da epidemia, aumentou a preocupação e acredito que as pessoas estejam mais conscientes da importância de ações como essa”, disse.

Além do reforço nos mutirões, o contingente extra também foi direcionado para executar trabalhos como a colocação de telas em caixas d’água, combate químico ao mosquito e outras ações ambientais, como preparação dos imóveis para nebulização. Além disso, este ano a Prefeitura contratou, por concurso, 162 agentes e equipe de apoio ao controle ambiental (ACAs e AACAs) para trabalhar exclusivamente no combate e prevenção. “Vieram para agregar. A rotina não muda, mas houve a ampliação do número funcionários, devido ao aumento de casos esse ano”, disse a bióloga.

Os trabalhos de levantamento de dados e remoção de objetos que podem se tornar criadouros, continuam durante a semana. Larvas coletadas serão encaminhadas para exame de verificação. Os dados obtidos pela Secretaria de Saúde serão divulgados até o dia 4 de novembro, segundo previsão da coordenadoria da ação.

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Marita Siqueira