Publicado 12 de Outubro de 2014 - 5h30

O Aeroporto Internacional de Viracopos terá um reforço para ajudar a ampliar a qualidade dos serviços prestados no terminal de Campinas. A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, que administra o terminal aéreo, firmou um convênio com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Os primeiros trabalhos serão feitos pelo Núcleo de

Estudos e Pesquisa em Alimentação (Nepa), da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA). De acordo com Álvaro Crósta, coordenador geral da Unicamp, o convênio de cooperação prevê a realização de diversos estudos que irão servir de apoio ao processo de transformação do aeroporto, que terá capacidade para atender 25 milhões de passageiros por ano — atualmente são 10 milhões. Neste primeiro momento, o estudo será voltado ao setor alimentar, enfatizando as boas práticas na alimentação e distribuição de alimentos em Viracopos. As atividades serão realizadas por alunos, professores e pesquisadores, que irão elaborar um relatório a ser entregue à diretoria de Viracopos

em até 12 meses. O valor do estudo é de R$ 30 mil.

“Do nosso ponto de vista, o interessante é que, com o convênio geral, abrimos possibilidade para estabelecer relacionamento a longo prazo com Viracopos e a possibilidade de desenvolvimento de atividades de ensino e pesquisa, envolvendo alunos e docentes na busca de soluções”, disse Crósta, que esperar ampliar os estudos para outras áreas.

“A expansão do aeroporto requer uma série de estudos, e a Unicamp tem especialistas que podem contribuir. Estamos discutindo a possibilidade de desenvolvimento de um estudo sobre o modal ferroviário para ligar Campinas e são Paulo, por exemplo. Há várias possibilidades.”

Por ser uma fronteira do País, a segurança alimentar em aeroportos é uma das maiores preocupações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que atua com rigor nos terminais brasileiros.

Em janeiro de 2012, diversas lanchonetes instaladas na praça de alimentação e no saguão de Viracopos foram lacradas por não atender às normas sanitárias. Na época, a administração do terminal era de responsabilidade da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). (Felipe Tonon/AAN)