Publicado 16 de Outubro de 2014 - 5h30

Montar um time competitivo para a disputa da Série A2 do Campeonato Paulista é uma das principais missões do grupo que assumiu o Guarani no início da semana. E uma das decisões a se tomar é o quanto será investido na formação do elenco que vai buscar o acesso à elite do futebol estadual. Os dirigentes ainda aguardam o orçamento do clube para 2015 para definir a quantia exata, mas a tendência é que a folha salarial para o primeiro semestre não fuja muito dos padrões da competição que o Bugre vai disputar.

A regra é fugir do “8 ou 80”. Ou seja, os salários não serão tão baixos como os pagos na última Série C, por exemplo, nem serão volumosos ou acima da realidade financeira do clube. “Não estipulamos um patamar de valor. O Marcelo Veiga deu uma declaração afirmando que a folha deveria girar em torno de 300 mil reais. E acredito que não deva fugir muito disso. Antes, no entanto, precisamos ter em mãos o orçamento para 2015”, afirma Lucas Andrino, superintendente de futebol.

A maior preocupação é evitar eventuais atrasos, como os que tem sido corriqueiros nas últimas temporadas. Mesmo com o aporte financeiro da Magnum, que arcou com os vencimentos na reta final do Brasileiro e seguirá no Guarani na gestão Horley Senna, os bugrinos sabem que não se pode cometer loucuras no mercado. “Não adianta contratar jogador caro, fora do padrão, e depois não arcar com o salário”, explica Andrino. “Vamos trabalhar sempre com pagamento em dia. Futebol não se faz de outra maneira, se não for com comprometimento e planejamento.”

Salários

Antes de iniciar a montagem do plantel para a próxima temporada, o Guarani tenta começar a colocar a casa em ordem para terminar 2014 sem maiores dificuldades. Além de manobras jurídicas para evitar um novo leilão do Brinco de Ouro, o novo Conselho de Administração busca recursos para quitar os salários dos funcionários.

O presidente Horley Senna já fez reuniões nessa semana e deve continuar se encontrando com potenciais investidores para sanar o problema. A expectativa é de que até o início da próxima semana seja regularizado ao menos um mês dos vencimentos. (Carlos Rodrigues/Da Agência Anhanguera)