Publicado 13 de Outubro de 2014 - 5h30

Se não conquistou o sonhado primeiro título em Mundiais, a Seleção Brasileira feminina de vôlei pôde comemorar ontem ao menos sua primeira medalha de bronze na história do torneio. Foi difícil, suado, mas as comandadas de José Roberto Guimarães asseguraram a terceira colocação ao bater as donas da casa, as italianas, por 3 sets a 2, parciais de 25/15, 25/13, 22/25, 22/25 e 15/7.

Após o fim da partida, o choro descontrolado de Fabiana e Fabiola, entre outras, deu a tônica do que significou esta medalha para a Seleção. Se o favoritismo caiu por terra com a única derrota em 13 jogos no torneio, no sábado, para os Estados Unidos o bronze premiou uma campanha quase perfeita, que viu o sonho do inédito título ruir em apenas um dia de apagão.

Para conquistar a medalha, a seleção precisou superar um novo descontrole. Depois de abrir 2 sets a 0 com extrema facilidade, o Brasil fez dois sets abaixo do esperado, assistiu ao show da jovem oposto italiana Valentina Diouf e viu as adversárias empatarem. No tie-break, no entanto, com a autoridade de quem é atual bicampeã olímpica, a equipe se restabeleceu e garantiu o triunfo.

A maior pontuadora do confronto acabou mesmo sendo Diouf, que começou o jogo no banco mas entrou e mostrou porque é considerada uma das grandes promessas do vôlei mundial. Os 31 pontos da atleta de 21 anos, no entanto, não foram suficientes diante da coletividade brasileira. Os 21 pontos de Sheilla, 18 de Jaqueline, 14 de Fernanda Garay e 13 de Fabiana garantiram o triunfo para a seleção.

Depois de acabar com o sonho brasileiro do primeiro título no Mundial de Vôlei, a seleção norte-americana conquistou, ela, a competição pela primeira vez na história. Algoz das comandadas de José Roberto Guimarães, a equipe mostrou o mesmo bom desempenho ontem, derrotou a China por 3 sets a 1 — com parciais de 27/25, 25/20, 16/25 e 26/24 — e faturou o troféu na Itália.

Em sua terceira decisão na história da competição, os Estados Unidos finalmente a conquistaram pela primeira vez. Em 1967, haviam sido derrotados pelo Japão, na casa do adversário. Já na última vez, em 2002, na Alemanha, tinham sido superados pela Itália.

O título coroou a campanha de um time que teve duas derrotas, para Brasil e Itália, mas que soube crescer no momento decisivo e mostrou ser capaz de surpreender justamente no reencontro com as brasileiras. Na semifinal de sábado, as norte-americanas superaram o favoritismo das adversárias e passearam por 3 sets a 0.

O ótimo trabalho de renovação do técnico Karch Kiraly também foi premiado. Apenas quatro jogadoras da atual seleção estavam na campanha do vice-campeonato olímpico em 2012 — perderam para o Brasil na final em Londres. Entre as novatas, destaque para Kimberly Hill, maior pontuadora desta decisão, com 20 pontos.