Publicado 13 de Outubro de 2014 - 5h30

O técnico do Japão, Javier Aguirre, espera enfrentar, amanhã, em Cingapura, uma Seleção Brasileira bem diferente daquela que foi goleada por 7 a 1 para a Alemanha na Copa do Mundo. Para o mexicano, que assumiu o time japonês após o Mundial, a principal mudança no Brasil não está apenas na chegada de Dunga para substituir Felipão ou na convocação de novos atletas, mas sim no comportamento dos jogadores em campo.

"O Brasil agora é um time mais jovem, que corre muito e trabalha sem a bola. A filosofia é de que todos, famosos ou não, têm que fazer isso", disse Aguirre.

Na visão do treinador, os jogadores já superaram o vexame do Mundial. A opinião do mexicano é que os brasileiros, talvez, não tenham suportado a pressão de jogar uma Copa em casa e acabaram sucumbindo. "A Alemanha era o melhor time e estava em condições de derrotar qualquer seleção. O Brasil não foi mal, mas como jogou em casa isso pode ter influenciado negativamente o time a levar sete gols da Alemanha. Mas acho que o Brasil já superou isso. Agora tem um novo técnico, novos jogadores e ganharam as últimas três partidas".

Aguirre ainda classifica a goleada no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, como "o pior dia da história do Brasil". "O Brasil estava em um dia que não era dele. Se você joga contra a Alemanha num desses dias, podem acontecer coisas com as que aconteceram. Foi o pior dia da história do Brasil", disse.

A vitória por 2 a 0 sobre a Argentina, anteontem, em Pequim, na China, tirou um enorme peso das costas de Dunga e dos jogadores da seleção, principalmente os remanescentes daqueles 7 a 1. Havia grande expectativa de como a equipe iria se comportar no primeiro encontro contra um rival de peso após a Copa e a seleção não decepcionou.

Para Dunga, no entanto, um eventual tropeço diante do Japão pode derrubar a confiança conquistada. Por isso, ele pede que os seus jogadores encarem a seleção japonesa com a mesma seriedade com que enfrentaram a Argentina. "Seleção Brasileira tem de trabalhar em cima da qualidade e resultado. Se nós entramos sem concentração contra o Japão, tudo que a gente fez contra a Argentina vai se perder porque vão vir as críticas. Vão dizer que a seleção não é mais a mesma".

O time deve ter algumas mudanças em relação à equipe que bateu a Argentina. Além de Dunga querer observar melhor alguns jogadores, o aspecto físico preocupa. O zagueiro David Luiz, por exemplo, saiu machucado e foi substituído por Gil. Neymar, apesar de ter terminado o jogo contra a Argentina com as pernas bastante machucadas, está confirmado para a partida. "Neymar a cada jogo que joga parece que jogou contra um gato e sai todo arranhado", brincou o treinador brasileiro.

No Japão, Aguirre admite que as chances de a sua equipe surpreender são pequenas — a Seleção Japonesa nunca derrotou o Brasil. O único jeito seria o Japão estar "bem" e o Brasil "mais ou menos". O trteinador diz que a chave do jogo de seu time passa pelo fator psicológico dos atletas. "O importante é entender que o Brasil terá mais posse de bola. Aí, você precisa jogar 100% concentrado e marcar nas oportunidades que tiver. Se não conseguir fazer isso, não será capaz de vencer. Como não acho que teremos mais do que três oportunidades, temos que marcar as três se tivermos três". (Da Agência Estado).

Ingressos para partida na Áustria acabam em 30 horas

Mesmo em um ano em que o Brasil conseguiu a proeza de ser humilhado em sua própria casa na semifinal da Copa do Mundo, contra a Alemanha, na derrota por uma goleada de 7 a 1, o brilho da camisa amarela da Seleção parece não ter perdido intensidade. Isso pode ser comprovado com o que aconteceu com os ingressos para o amistoso que a equipe agora comandada pelo técnico Dunga fará no dia 18 de novembro contra a Áustria.

Em pouco menos de 30 horas, todos os 40 mil ingressos para o jogo entre Áustria e Brasil, no estádio Ernst Happell, em Viena, foram vendidos. O anúncio da realização do amistoso foi feito na última terça-feira. Na sexta teve início a comercialização das entradas, com o esgotamento delas na manhã de sábado, de acordo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A partida contra os austríacos, que não acontece desde 1988, será o última da temporada de 2014 para a Seleção Brasileira. Nesta mesma data Fifa de novembro, no dia 14, o Brasil jogará contra a Turquia, em Istambul. No sábado, o time de Dunga derrotou a Argentina por 2 a 0, em Pequim, na China, e conquistou pela terceira vez seguida o Superclássico das Américas. Amanhã, diante do Japão, em Cingapura, o técnico Dunga vai tentar conquistar a quarta vitória seguida pela Seleção. (AE)