Publicado 13 de Outubro de 2014 - 5h30

Mesmo sem Diego Tardelli e Guilherme, o Atlético Mineiro levou a melhor e venceu o São Paulo por 1 a 0, ontem, no estádio Independência, em Belo Horizonte, pela 28 rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time mineiro voltou para o G4 ao subir para 4 na classificação, com 47 pontos, enquanto que a equipe paulista caiu para 3, com 49.

Os dois times entraram em campo privilegiando o ataque, com jogadas rápidas, em busca de boas chances de gol. Até o 1 tempo, o jogo foi bem equilibrado, mas, aos poucos, o Atlético começou a ocupar mais espaço, garantindo a vitória após uma boa 2 etapa.

O próximo desafio do São Paulo no Brasileirão é contra o Bahia, sábado, às 18h30, no Morumbi. No mesmo dia, só que às 21h, o Atlético enfrenta a Chapecoense, novamente no Independência.

Antes disso, contudo, as duas equipes terão compromissos em outros torneios. Nesta quarta-feira, o time paulista pega o Huachipato, no Chile, às 19h30, pela rodada de volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana, enquanto que o clube mineiro encara o Corinthians, às 22h, no Mineirão, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil.

O jogo

O São Paulo começou melhor, trocando passes, o que levou o Atlético a apertar a marcação. Aos 8’, por pouco o time paulista não abriu o placar, quando Osvaldo invadiu a grande área e cruzou rasteiro para Alexandre Pato, que dominou, bateu de pé esquerdo, mas o goleiro atleticano salvou. O Atlético, então, começou a reagir e equilibrou a partida. Nas tentativas de incomodar Rogério Ceni, porém, o time mineiro errou no chamado "último passe".

Com boa defesa, o São Paulo conseguiu criar mais algumas chances de gol ao sair com velocidade. Uma delas foi aos 28’, quando, em um arremesso de lateral, Reinaldo mandou para a área, mas Alan Kardec não conseguiu desviar e, na sequência, Alexandre Pato pegou mal e mandou a bola para fora.

Após um curto período de partida truncada no meio de campo, o Atlético voltou a pressionar e assustou por três vezes o time paulista no final do 1 tempo, sem, contudo, conseguir finalizar nenhuma das jogadas. Em resposta, o clube paulista avançou e arriscou da entrada da grande área, mas Vitor espalmou.

Atlético e São Paulo voltaram para o segundo tempo mais uma vez pressionando pelo ataque, o que garantiu boas jogadas. Aos 5’, o time paulista teve uma boa chance de balançar a rede, quando Alan Kardec apareceu por trás da zaga, driblou Victor, mas bateu para fora. Aos 15, o clube mineiro também tentou. Sozinho na área, André tentou bicicleta, mas furou. A jogada fez com que a torcida perdesse a paciência e começasse a vaiar o jogador, cobrando também "raça do time todo". O pedido parece ter surtido efeito.

O clube mineiro aumentou o ritmo da partida, abrindo o placar aos 26’. Após uma boa jogada individual, Alex Silva deixou Luan na cara do gol. Livre, o atacante teve tempo suficiente para dominar a bola e desviar na saída de Rogério Ceni. Foi o 15 gol do ex-pontepretano com a camisa atleticana, em 81 partidas pelo clube, e o 2 dele em 15 jogos do Brasileirão.

O São Paulo, então, tentou sair da defesa para evitar a pressão atleticana. Com a vantagem, porém, o Atlético Mineiro se fechou, restando à equipe paulista tocar a bola no meio de campo.

O time da casa ainda voltou a pressionar, deixando o clube tricolor mais uma vez na defensiva, mas não conseguiu alterar o placar até o apito final. (Da Agência Estado)

Para Muricy, briga pelo título ainda está aberta

Com a derrota do Cruzeiro no Maracanã (leia mais na página D7), o São Paulo poderia ter reduzido a vantagem do líder para apenas quatro pontos. No entanto, muito desfalcada, a equipe não resistiu à pressão do Atlético-MG e permaneceu com com 49 pontos, agora em terceiro lugar, já que foi ultrapassado pelo Internacional. Apesar da queda na tabela e de restarem apenas dez rodadas para o fim do Brasileirão, o técnico Muricy Ramalho não jogou a toalha.

“O campeonato ainda está aberto. Conversei com os jogadores na preleção que nossa chance era muito grande de vir aqui e ganhar, porque o Flamengo poderia dar um susto no Cruzeiro, que foi o que aconteceu. Infelizmente, a gente não aproveitou, mas jogamos para isso. Futebol é assim, você quer fazer o melhor, como fizemos, mas não ganhamos”, analisou.

O treinador não pôde contar contar com Kaká, Souza e Álvaro Pereira, entregues às suas respectivas seleções, e também não teve Ganso e Paulo Miranda, suspensos. Assim, Muricy teve que mandar a campo no Independência um time bastante modificado e com pouco entrosamento.

Para complicar ainda mais a situação, o São Paulo perdeu Maicon por contusão durante a partida, com dores nas costas. Assim, teve de utilizar garotos como Boschilia e Ewandro. Diante de tantas adversidades, Muricy entende que o time se portou bem no Independência.

“Jogar aqui não é fácil, mas a gente foi para cima e não se intimidou. Tivemos o jogo na mão, principalmente no começo. Um tinha que vencer e o Atlético-MG foi mais feliz”, concluiu o treinador do São Paulo.

ATLÉTICO-MG

Vitor; Marcos Rocha, Jemerson, Edcarlos e Alex Silva; Leandro Donizete, Dátolo e Maicosuel (Cesinha); Luan (Josué), André (Marion) e Carlos. Técnico: Levir Culpi.