Publicado 15 de Outubro de 2014 - 20h58

Por willians Menani

A Justiça decidiu nesta quarta-feira à tarde (15) que a guarda da menina de três anos torturada em Araçatuba (SP) ficará com uma tia-avó, pelo período inicial de 90 dias. O setor técnico do juizado, assim como profissionais do Creas (Centro de referência Especializado de Assistência Social do Município) farão o acompanhamento nesse período.

A criança estava em um abrigo desde o dia 1º de outubro. O pai biológico da menina, assim como a avó materna e outra tia-avó, também havia formalizado o pedido de guarda. Após análise psicossocial feita pelo Tribunal de Justiça, o Ministério Público concedeu a responsabilidade temporária da criança, à tia-avó.

 

Transferência

No último final de semana, a mãe da menina, Sara de Andrade Ferreira, de 21 anos, foi transferida de Tupi Paulista, para a penitenciária feminina de Tremembé. O padrasto da criança, o empresário Maurício Moraes Scaranello, 35, também está preso em uma penitenciária de Tremembé.

Os dois foram indiciados pelos crimes de tortura e também pelo porte de material pornográfico. Em depoimento, o empresário negou as acusações. Já a mãe na menina, afirmou que desconhecia a violência.

Vídeos encontrados no celular do empresário, mostram a criança sofrendo tortura psicológica. E um dos vídeos, ela aparece com as pernas amarradas com uma fita adesiva e tem dificuldades para andar. Sofre diversas quedas e o padrasto se diverte com a cena. Em outra gravação, Scaranello a criança tenta dormir, mas ele grita com a enteada e em um momento, força o olho da criança para que ela não durma. Outro material mostra o padrasto incentivando a menina a comer cebola como se fosse uma maçã.

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