Publicado 14 de Outubro de 2014 - 18h17

Por Sarah Brito

Hospital de Clínicas, Unicamp, volta, receber, pacientes, Campinas

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Hospital de Clínicas, Unicamp, volta, receber, pacientes, Campinas

O Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) voltou nesta terça-feira (14) a receber pacientes, após ter suspenso os serviços de urgência e emergência do hospital na noite de segunda-feira (13) devido a superlotação. Ontem, a situação no pronto-socorro ainda causava desconforto nos pacientes, que relataram mau cheiro na unidade, pessoas recebendo soro em cadeiras e falta de materiais.

 

Nesta terça-feira à tarde, cerca de 50 pacientes estavam em macas, quando o limite tolerável, segundo a direção, é de até 40. O HC informou que não houve falta de materiais.

 

Acima do limite

Na segunda-feira, a unidade atuava com capacidade 70% acima de sua possibilidade e informou, por meio de nota, que estava "muito próxima do limite humano, da área física, de equipamentos e de recursos materiais, principalmente para os casos de emergência". A superlotação da unidade ocorre dias após três unidades da rede municipal de saúde fecharem suas portas.

 

A primeira foi o Pronto-Socorro do São José, que encerrou o atendimento na semana passada, e ficará em reforma por três meses. Os Centro de Saúde do Balão do Laranja e Tancredo Neves, no Campos Elíseos, também informaram que suspenderam os atendimentos por uma semana devido a reformas necessárias.

 

Reclamações

"Está um caos. Está um cheiro insuportável. Tem um médico que desde domingo está aí, ele não vai embora para casa. Os funcionários estão sobrecarregados. Tem gente tudo misturada", disse a dona de casa Isabel Cristina de Oliveira, de 57 anos. Segundo ele, uma paciente contou que estava há dois dias tomando soro na cadeira. O diagnóstico era de pedra nos rins. "Ontem [segunda-feira] também faltou a mangueirinha para colocar o soro. Está muito complicado" , disse.

A também dona de casa Andressa de Lima Sousa, de 20 anos, contou que o filho não pôde ficar internado nesta terça devido a situação do HC. "Está muito lotado. Não tinha lugar. Se voltar a ter febre, é preciso voltar com ele, porque não tem onde colocar a criança. Tem muita gente, muito calor. E tem que esperar muito tempo. Ontem [segunda-feira] cheguei às 14h e fui atendida às 18h", contou.

O HC informou que os pacientes classificados como risco verde e azul, ou seja, casos menos grave, poderiam levar até 4 horas para serem atendidos. Além da superlotação, a unidade sofreu também um problema estrutural na rede de água e esgoto na área de emergência. Os dois banheiros do local foram atingidos e começaram a passar por consertos o que também compromete o atendimento e a área onde as macas ficam instaladas.

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Sarah Brito