Publicado 14 de Outubro de 2014 - 8h59

Por Milene Moreto

Milene Moreto - ig

AAN

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Como uma luva

A liminar concedida pela Justiça na última semana para forçar a revisão da vazão do Sistema Cantareira caiu feito uma luva para o governo do Estado. A partir de agora, se a população ficar sem água ou se for decretado o racionamento, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) poderá justificar que foi obrigado por vias judiciais. E falta pouco para que a medida seja tomada. O nível dos reservatórios está cada vez mais crítico e, em algumas cidades como Campinas, a falta de água já é realidade.

Não será bem assim

Os defensores da causa da água já falam, nos bastidores, que há o risco de Alckmin decretar o racionamento e culpar o Ministério Público pelo corte no fornecimento para a Grande São Paulo, já que foi o órgão que entrou com a ação para impedir o uso precoce da segunda cota do volume morto. Se isso acontecer, alguns promotores prometem fazer barulho, uma vez que estão há meses alertando o poder público sobre o problema.

Nós não queremos culpar ninguém. Queremos apenas que o Executivo informe quais serão os bairros que ficarão sem água.

Do vereador Artur Orsi (PSDB), ao cobrar transparência na divulgação dos dados referentes à crise hídrica.

Informações

 

No pico do desabastecimento em Campinas, no último sábado, quando a Sanasa reduziu ainda mais a captação por causa da grande concentração de poluentes, a empresa informou que o governo do Estado tinha autorizado na semana passada a liberação de 1m<MD+>3/s do Sistema Cantareira para o Atibaia e que essa água chegaria no final de semana.

Um pouco a mais

 

Acontece que não é bem assim, até mesmo porque, a água demora uma semana para chegar ao leito do rio. Depois de o prefeito Jonas Donizette (PSB) passar o dia ao telefone ontem tentando resolver o problema com o governador, à noite, o Estado anunciou a liberação de 0,5m3/s a mais.

Na Câmara

 

A crise hídrica também foi parar na Câmara de Campinas. Os vereadores elencaram os locais que ficaram sem o fornecimento e cobraram transparência da Administração. Eles querem que o Executivo avise com antecedência sobre a interrupção do sistema para que o morador possa fazer uma reserva. Os parlamentares reconhecem o momento crítico e pedem que o governo divulgue quais são as ações emergenciais adotadas, como o envio de caminhões-pipa, por exemplo.

Coisas de Marina

 

A demora da ex-senadora Marina Silva (PSDB) em declarar seu apoio a Aécio Neves (PSDB) esvaziou o seu papel na disputa, uma vez que os eleitores que votaram na candidata no primeiro turno se posicionaram antes dela. Pelo menos é o que acreditam as figuras ligadas a Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).

Trabalho

 

Daqui em diante, Marina terá trabalho para reconstruir seu projeto político. Tem quem acredite que ela passará dificuldades para fundar a Rede. Após seu ingresso no PSB, muitos militantes ficaram irritados e abandonaram o barco. Agora, depois do apoio a Aécio, mais uma turma promete não seguir com ela no projeto de fundação do novo partido.

Circo

O ex-prefeito cassado de Campinas Demétrio Vilagra (PT) esteve ontem mais uma vez na Cidade Judiciária para uma audiência do Caso Le Cirque. Vilagra foi denunciado pelo Ministério Público por corrupção passiva, pela suposta cobrança de propina para que o dono de um circo pudesse instalar a estrutura na Praça Arautos da Paz, no Taquaral. Na audiência foram ouvidas as testemunhas de defesa. O advogado Ralph Tórtima Sttetinger, que defende Vilagra, afirmou que a audiência foi “extremamente satisfatória”.

 

COLABOROU MARIA TERESA COSTA/AAN

Escrito por:

Milene Moreto