Publicado 14 de Outubro de 2014 - 5h00

Por Maria Teresa Costa

crise, água, desapropriações, barragens, Jaguari, Camanducaia, Campinas, Pedreira, Amparo

César Rodrigues/ AAN

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Moradores das áreas onde serão construídos os reservatórios de água em Amparo e Pedreira (SP) protestaram nesta segunda-feira (13), durante audiência pública em Campinas, contra a construção das barragens que, segundo eles, irá afetar famílias instaladas há muitos anos nos locais. Eles querem que o governo do Estado estude a possibilidade de ampliar a Represa Jaguari, em Pedreira, uma pequena central hidrelétrica, avaliando que sua ampliação seria menos danosa.

 

O Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee) informou que não há possibilidade de ampliar essa usina, que opera a fio de água e não tem comportas para reservar grandes volumes. "A capacidade de armazenamento é de um quinto do volume útil da represa que está sendo projetada para Pedreira. A Jaguari não tem capacidade de regularização que a futura terá", disse o representante do Daee, Mario Tabata.

 

Área

 

Para as barragens haverá interferência em 35 imóveis em Pedreira e 31 em Amparo, que serão desapropriados. Previstas para armazenar 75 bilhões de litros de água, equivalente a 7,7% da capacidade do Cantareira, as represas só serão concluídas em 2018, e criarão uma reserva hídrica estratégica na bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), que hoje vive sua pior crise e já tem cinco cidades sob racionamento.

 

Os estudos ambientais foram contratados no início de abril e têm prazo de conclusão em 18 meses. Até o momento, o Estado liberou R$ 53 milhões para as desapropriações das áreas das futuras represas, cujo empreendimento está estimado em R$ 500 milhões. Além de ser uma reserva de água, as barragens também serão pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

 

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Maria Teresa Costa