Publicado 13 de Outubro de 2014 - 10h30

Por Milene Moreto

Milene Moreto - ig

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Depois de demorar uma semana para manifestar seu apoio, a ex-senadora Marina Silva (PSB) declarou, no final da manhã de ontem, seu voto no candidato Aécio Neves (PSDB) e defendeu que a “alternância de poder fará bem ao Brasil”. Num documento lido durante o anúncio, a candidata derrotada afirmou que os compromissos assumidos pelo tucano “são para os brasileiros e não uma imposição de suas vontades” e que rejeita as “velhas alianças pragmáticas”.

Os compromissos

Apesar de dizer que os compromissos assumidos por Aécio não são uma vontade pessoal, Marina elencou os itens que fez constar no programa de governo do tucano. Entre eles, o fim da reeleição, a reforma agrária, a transformação do Bolsa Família em política de Estado, o desmatamento zero e a demarcação de terras indígenas. Ao final, Marina disse que não fez “acordos ou alianças para governar” e que é movida por sua “consciência”.

Frase

Não podemos continuar apostando no ódio, na calúnia e na desconstrução de pessoas e propostas apenas pela disputa de poder. (Da ex-senadora Marina Silva (PSB), ao manifestar seu apoio ao presidenciável Aécio Neves (PSDB) no segundo turno).

Campanha 1

O PSDB reuniu em Campinas, no final de semana, assessores e deputados para pedir votos ao presidenciável tucano, Aécio Neves. Um grupo liderado por Célia Leão (PSDB), reeleita deputada estadual, entregou adesivos e panfletos do candidato nos arredores do City Bar. Um outro bloco, que vestia camisetas contra a presidente Dilma Rousseff (PT), se reuniu próximo à Padaria Romana. 

Campanha 2

Enquanto isso, grupos petistas fizeram campanha no Campo Grande, no Satélite Íris e Jardim Florence. Na parte da tarde, a reunião foi na Praça da Concórdia. Os defensores da presidente Dilma optaram ontem por pedir votos na Feira do Rolo, na região do Campo Belo.

O Transporte

Depois da ofensiva na área da Educação, com a promessa de que vão cobrar da Prefeitura explicações sobre a falta de vagas nas creches e professores, os vereadores de Campinas se debruçam agora sobre outra questão: o transporte público. Uma comissão foi aberta para avaliar a qualidade do serviço. Em paralelo, os parlamentares também fazem debates e diligências para verificar se a obrigatoriedade do Bilhete Único trouxe eficiência e agilidade.

Questão

Outra questão que será debatida pelos vereadores hoje é a obrigatoriedade da colocação de um auxiliar nos ônibus de Campinas. Com a exclusão do dinheiro dentro dos veículos, substituído pelo cartão do Bilhete Único, a função de cobrador deixou de existir. 

Audiência

Uma das propostas é ter um funcionário dentro do ônibus, mas desta vez, para auxiliar no embarque, desembarque e também para dar um apoio a passageiros com mobilidade reduzida. A proposta passa hoje por audiência pública na Câmara Municipal de Campinas dentro da Comissão de Constituição e Legalidade, que é presidida por Luiz Henrique Cirilo (PSDB). O debate será às 14h. A proposta prevê multa de R$ 525,54 por dia e por veículo em caso de descumprimento.

Debate

O primeiro debate do segundo turno será amanhã, às 22h, na TV Bandeirantes. Os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) vão partir para o ataque. A expectativa é de que o tucano explore as denúncias que envolvem a Petrobras. Enquanto espera pelo ataque, a petista deve rebater com as denúncias que envolvem o PSDB e o caso do mensalão mineiro. Além da TV Bandeirantes, Dilma e Aécio vão participar de outros três debates: SBT, na quinta-feira; TV Record, no próximo domingo; e Rede Globo, no dia 24.

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