Publicado 12 de Outubro de 2014 - 7h46

Izabela em sua casa: ela diz que a rotina não a deixa cansada

Janaína Ribeiro/ ANN

Izabela em sua casa: ela diz que a rotina não a deixa cansada

Todos os dias são dias das crianças, principalmente neste domingo (12), data especial em celebração aos baixinhos. Eles são uma verdadeira atração, brincando, balançando, correndo, pulando, escorregando, caindo e levantando. Embora existam particularidades, todos sonham com um mundo colorido, cheio de fantasia, onde tudo é possível, menos a maldade.

 

Criança aproveita cada minuto de todas as horas do dia. Os pais, por sua vez, precisam de energia e disposição se quiserem acompanhar. Muitos aproveitam esta fase para, numa simples brincadeira, poder voltar no tempo e por instantes esquecer da realidade, que em muitos casos decepciona e oprime.

 

Durante a brincadeira, compartilham a simplicidade, o amor, afeto e carinho. Muitas crianças também nascem com o desejo de bilhar na telinha ou quem sabe ser uma pessoa famosa pelo trabalho e talento. E isso só ocorre com dedicação, esforço e um pouco de sorte.

 

E entre a inocência da infância e as tarefas de gente grande, vive a pequena Izabela Fernandes, no auge dos seus 10 aninhos. A mocinha tem brilhado na telinha do SBT, onde já fez seis apresentações no programa Bom Dia e Cia, ao lado de apresentador mirim Matheus Ueta. Pra chegar lá, superou cerca de mil candidatas da mesma faixa etária.

 

A rotina de Bela, como é conhecida, não é fácil. Acorda às 5h, vai a São Paulo, apresenta o programa, volta, estuda. Tudo isso em meio a gravações de comerciais, desfiles, sessões fotográficas para catálogos e vitrines, além das aulas de teatro, canto, jazz e sapateado. “Quando eu gravo fico muito feliz. Não canso”, conta Bela, que iniciou a carreira no final do ano passado, após a tia ler um anúncio de jornal.

 

“Vimos a agência, ligamos e agendamos. De lá pra cá, não parou mais”, contou a mãe Carolina Fernandes, de 31 anos, que há três meses deixou o emprego de assistente jurídica numa operadora de celular para cuidar da carreira da filha. “Foi pelo acaso. Bela nunca havia feito aula de teatro. A gente não tinha condições financeira. Ela sempre estudou em escola pública. Mas na contramão de muitos, ela sempre foi muito estudiosa e consumidora de livros. Então, busquei locais que ofereciam cursos de graça e, em Paulínia, encontrei as aulas de ballet, jazz e sapateado”, contou a mãe, que mobilizou a família inteira para ajudar.

 

“Minha mãe cuida da filha mais nova, meu cunhado ensina a Bela tocar violão e a minha irmã dirigia quando eu não podia”, informou. “Eu não forço ela a nada, pelo contrário, me surpreendo com tamanha disposição que ela tem para aprender. Mas ainda estou sem chão com tudo isso”, concluiu a mãe, que viu os números de seguidores da filha saltarem nas redes sociais de 200 para mil.