Publicado 16 de Outubro de 2014 - 5h00

A Câmara de Campinas decidiu anular de vez a licitação para a compra de computadores. Em novembro do ano passado, o Legislativo declarou como vencedora da concorrência a empresa Guilherme Augusto de Godoy ME, de Rio Claro, para fornecer 281 equipamentos ao custo de R$ 3,5 mil cada, num total de R$ 1 milhão. Os computadores da marca Positivo seriam para o uso dos vereadores. Na época, o Correio apurou que o preço estava 77% acima do valor de mercado.

Apuração

Na investigação feita pelo Legislativo, foi constatado que devido à ausência de empresas concorrentes, a Casa comprometeria a média de mercado se optasse por manter a licitação. Na sindicância, os servidores opinaram para que o presidente da Casa, Campos Filho (DEM), refaça o processo de compra e opte por um pregão eletrônico para atrair mais empresas. O democrata deve lançar novamente a concorrência, agora por esse sistema.

 

Dilma do Alckmin

A presidente da Sabesp, Dilma Pena, afirmou ontem na CPI da Câmara de São Paulo que a água vai acabar na Capital “em meados de novembro” caso não chova. O “plano B” é contar com a ajuda de São Pedro e com a segunda cota do volume morto. Apesar da previsão, já falta água em São Paulo, em Campinas e em mais oito cidades da região, apesar do governador Geraldo Alckmin (PSDB) ter garantido que haveria segurança hídrica e que a água do Sistema Cantareira duraria até março do ano que vem.

Transparência

Na Capital, assim como em muitas outras cidades, a cobrança é pela transparência, para que os paulistas saibam quando ficarão sem água ou quando contarão novamente com o recurso, já que as torneiras estão secas há algum tempo em muitos municípios. Mas o silêncio tem imperado na questão e, apesar da falta de água, ninguém admite o racionamento. A solução encontrada pelo poder público para manter serviços básicos e auxiliar em escolas e postos de saúde, por exemplo, é encaminhar caminhões-pipa.

Protesto

O vereador Paulo Bufalo (PSOL), que ontem esteve presente no ato público do Dia do Professor, no Largo da Catedral, usou o microfone para manifestar seu apoio pessoal às causas da categoria, que há décadas luta por valorização. Ele — que também é professor — aproveitou a ocasião para fazer uma reflexão séria sobre os rumos dos movimentos populares.

Alinhamento

Com base no resultado do primeiro turno das eleições, Bufalo afirmou que as correntes políticas conservadoras tiveram vitórias expressivas. E a explicação para o fenômeno, suspeita ele, seria o suposto esfacelamento do movimento de esquerda. “Antes, as lideranças populares se sentavam à mesa e, mesmo com suas diferenças pontuais, saíam da reunião com uma pauta comum de reivindicações. Hoje, as forças de esquerda estão desorganizadas, ao passo que as de direita estão alinhadas”, falou.

COLABOROU ROGÉRIO VERZIGNASSE/AAN

Com Aécio

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), esteve ontem em São Paulo para participar de um ato político do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves. O chefe do Executivo, inclusive, falou em nome dos prefeitos. Deu boas-vindas à candidatura e disse que o tucano significa mudança. “A mudança que o Brasil quer e precisa tem nome. Ele se chama Aécio”, afirmou Jonas. O prefeito foi no encontro na hora do almoço e retornou a Campinas na sequência. Dois prefeitos do PT também compareceram ao evento.