Publicado 15 de Outubro de 2014 - 5h00

Milene Moreto

Cedoc/RAC

Milene Moreto

O secretário de Saúde de Campinas, Carmino de Souza, disse ontem na Câmara que o município precisa ampliar sua receita, principalmente no que é repassado pelo Estado. O secretário informou que dos R$ 662 milhões gastos na área neste ano, R$ 450 milhões são de recursos próprios e R$ 207 milhões são do governo federal. O Estado de São Paulo contribuiu com apenas R$ 5 milhões. Esse debate é antigo e já foi feito por outros governos.

Histórico

Nos últimos anos, o governo do Estado justificou o baixo repasse para o serviço básico de Saúde em Campinas ao contabilizar os valores encorpados que foram investidos no Hospital de Clínicas da Unicamp. Com o alinhamento entre o prefeito Jonas Donizette (PSB) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB), a cidade conseguiu que alguns leitos fossem custeados pelo Estado, mas o envio de verbas ainda é tímido para o setor.

 

PSDB

A deputada estadual Célia Leão, presidente do PSDB em Campinas, disse que o partido tem feito um forte trabalho na cidade e na Região Metropolitana para turbinar a campanha do presidenciável tucano, Aécio Neves. Além do tradicional boca a boca e panfletagem, mensagens de texto pelo celular e até o WhatsApp têm sido ferramentas utilizadas para pedir votos. O tucano foi o mais votado na RMC, mas o partido quer ampliar ainda mais a vantagem no 2º turno. A meta é conseguir ao menos 70% dos votos no Estado de São Paulo.

PT

O PT realiza hoje um ato público na Associação Campineira de Imprensa para entregar à campanha de Dilma Rousseff o manifesto de artistas e intelectuais em apoio a sua candidatura, que já conta com mais de 3 mil assinaturas. Eles defendem a reeleição de Dilma e citam o combate à pobreza e à desigualdade. Em nota enviada à imprensa convocando para o ato, o partido afirma que o momento é “urgente” e chama a candidatura de Aécio Neves de antipopular.

Cargos

O procurador-geral do Ministério Público (MP), Márcio Fernando Elias Rosa, entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Prefeitura de Campinas para tentar anular a lei aprovada este ano e de autoria do Executivo que criou cargos de confiança na Administração. A procuradoria considerou equivocado o uso de cargos comissionados para funções técnicas.

Liminar

O desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Neves Amorim, negou ontem a liminar. A lei permanece válida até que a ação seja julgada. Uma equipe do governo do prefeito Jonas Donizette (PSB) esteve ontem em São Paulo para tentar apagar o incêndio.

Orientação

Para propor a lei no início deste ano, a Prefeitura justificou que a demanda vinha do próprio MP. Foram criados 250 cargos.

COLABOROU FELIPE TONON/AAN

A Câmara

Os vereadores de Campinas estão focados em diversos assuntos: a falta de água, problemas na Educação, Saúde e questionamentos no transporte público. Mas todas essas questões não atrapalham um debate específico, o que vai definir quem será o próximo presidente da Casa. Nos corredores do Legislativo já tem gente fazendo campanha. Mas o momento é de cautela. Nos pleitos anteriores, todo mundo que “queimou a largada” acabou substituído no meio da corrida. O trabalho é árduo e é preciso convencer muita gente...