Publicado 14 de Outubro de 2014 - 5h00

Maria de Fátima

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Maria de Fátima

Nesta quarta-feira (15) é comemorado o Dia do Professor. Esta profissão, da qual dependem todas as outras, é bastante desvalorizada em nosso país.

Os cursos de pedagogia, educação e licenciatura, este, das mais diversas áreas, não recebem a atenção que merecem. Os baixos salários, a fatigante jornada e os vários locais de trabalho, são alguns dos motivos que degradam a nobreza do ensinar.

Ainda temos as precárias condições para a atuação dos professores, como a falta de equipamentos adequados, espaço físico deteriorado e excessivo número de alunos em sala de aula.

A violência existente em muitas escolas, principalmente contra o professor, provoca doenças variadas, que podem culminar em aposentadoria precoce.

Todos estes aspectos mencionados demonstram o desprezo dos governantes, bem como de proprietários de escolas, para com os docentes.

Nenhum país se desenvolve sem a devida valorização que deve ser outorgada à educação.

O governo do Estado de São Paulo, ao adotar a progressão continuada, com aprovação automática, em suas escolas públicas, fez com que um número considerável de crianças e jovens deixassem de conseguir saber ler e escrever corretamente, até séries avançadas. Este método conseguiu desvalorizar ainda mais a figura do professor.

Os resultados de uma educação depreciada, como exemplos que podem ser mencionados, são a baixa qualificação profissional, a falta de reflexão a respeito de aspectos fundamentais para a própria vida do cidadão e a carência de memória sobre fatos históricos, até mesmo dos mais recentes.

Considerar o professor como um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento, não apenas científico, tecnológico e econômico, mas também humanitário, é dar-lhe o devido valor e respeito que ele merece.