Publicado 01 de Outubro de 2014 - 9h26

Por Inaê Miranda

Letícia Domingues e o namorado Gabriel Costa estudam juntos com objetivo de conquistar uma vaga na USP

Edu Fortes/ AAN

Letícia Domingues e o namorado Gabriel Costa estudam juntos com objetivo de conquistar uma vaga na USP

A maratona de processos seletivos para as principais universidades do País e da Região Metropolitana de Campinas (RMC) se aproxima. Nas instituições particulares, a temporada de provas já começa este mês.

O calendário segue em novembro com a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nos dias 8 e 9, e só será encerrado em janeiro com as segundas fases dos vestibulares das universidades públicas.

Não existe uma receita ideal para todos os candidatos, mas a recomendação é aproveitar os dias que antecedem as provas para fazer simulados, investir nas disciplinas de conhecimento intermediário, sem esquecer de respeitar os limites do corpo.

O diretor pedagógico da Oficina do Estudante, Célio Ricardo Tasinafo, especialista em vestibulares, diz que muitos estudantes, especialmente os que irão prestar os vestibulares das universidades públicas, agendados para os meses de novembro e dezembro, ainda têm um tempo para investir nos estudos.

Tasinafo ressalta que os candidatos podem melhorar o desempenho, treinando para melhorar o tempo de realização da prova.

“Vestibular é conteúdo, mas também estratégia. Nessa fase, bem próxima das provas, é importante pegar as provas antigas, procurar resolver, considerando o tempo médio que vai ter para cada questão.”

Na primeira fase da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), programada para o dia 23 de novembro, o vestibulando terá em média 3,33 minutos para resolver cada uma das 90 questões.

Nesta edição, a universidade inaugura um novo formato com redação apenas na segunda fase.

“Tem uma ansiedade dos estudantes em cima dessa novidade, porque não tem um histórico de provas parecidas da Unicamp. A Fuvest é um referencial importante, mas não acredito que a prova da Unicamp será uma versão da Fuvest. Terá características específicas”, considerou o diretor.

Organizar o estudo e diversificar o conteúdo também está entre as orientações de Tasinafo. Ele ressalta a importância do estudo com qualidade.

“Se o estudante fica 12 horas por dia focado em dois tópicos ou fazendo exercícios de assuntos que já domina, esse tempo de estudo não será bem aproveitado. O importante é diversificar o conteúdo, priorizar os assuntos que têm um conhecimento intermediário e em que pode melhorar o rendimento e não centralizar em uma ou outra matéria”, orientou.

Evitar a ansiedade e confiar no trabalho realizado ao longo do Ensino Médio fazem toda a diferença, segundo Tasinafo.

“O vestibular avalia a vida acadêmica inteira do estudante e ninguém conquistou vaga nenhuma antes da prova ser feita. Todos estão na mesma situação e quem estudou mais e soube aproveitar o tempo de estudo tem alguma vantagem.”

Estudante do 3° ano do Ensino Médio, Letícia Pires Domingues, de 16 anos, prestou o vestibular no ano passado como treineira e este ano entrou na maratona para valer.

Letícia vai prestar medicina veterinária na Universidade de São Paulo (USP) e conta que há um ano e meio vem estudando e desde março procura fazer isso com mais afinco. Em média, são dez horas de estudo por dia.

“Pela manhã estudo na escola, quarta-feira e sexta-feira tenho aulas de aprofundamento à tarde na escola e nos outros dias estudo por conta própria no horário da tarde.”

Algumas vezes, Letícia estuda na companhia de amigos ou do namorado, Gabriel Costa, de 18 anos. Ele também vai prestar o vestibular para física na USP.

“Sempre gostei de física e tive muita facilidade na escola com as disciplinas de exatas. Para o vestibular tenho me preparado fazendo revisões de conteúdo com a minha namorada. É um período que dá um certo friozinho na barriga.”

Projeto

O Correio Popular, do Grupo RAC, dá início a partir de hoje a um novo projeto editorial, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), e vai dedicar semanalmente um amplo espaço para a cobertura dos vestibulares.

O objetivo é oferecer um conteúdo adicional aos jovens e a suas famílias nesse momento tão importante de transição na vida acadêmica.

O projeto vai abordar o tema de forma profunda — seja com informações de serviços sobre hábitos de estudos, calendários de provas, dicas de especialistas —, para ajudar o vestibulando. As reportagens seguem até o início de 2015.

 

Escrito por:

Inaê Miranda