Publicado 09 de Outubro de 2014 - 16h24

agua, itu, protesto, prefeitura, manifestantes

Luciana Félix/AAN

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Pelo menos mil donos de moradias e estabelecimentos comerciais de Itu, na região de Sorocaba, haviam pedido ao Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo, até a tarde desta quinta-feira (9), a aplicação de multa à prefeitura por terem ficado mais de 48 horas sem água.

 

Decisão da Justiça dada há um mês em ação do MP fixou multa de R$ 200 para cada domicílio a ser paga pelo município em caso de falta de água superior a dois dias. A prefeitura entrou com recurso e aguarda julgamento.

De acordo com a promotoria local do MP de São Paulo, a multa será cobrada após o final do inquérito que apura a crise no abastecimento.

 

Os 156 mil moradores enfrentam racionamento desde fevereiro e a maior parte da cidade recebe água por um período de dez horas a cada dois dias.

 

No final do mês, dois protestos contra a falta de água terminaram em vandalismo - num deles houve confronto com a polícia.

 

A prefeitura criou um comitê de gestão da água, requisitou poços particulares e determinou à concessionária a compra de três milhões de litros por dia para reforçar a distribuição, inclusive com carros-pipa.

Em todo o interior, pelo menos 21 cidades já adotaram o racionamento de água em razão da estiagem. Três municípios, Casa Branca, Itaberá e Tambaú, decretaram situação de emergência - Tambaú decretou também calamidade pública.

 

Em Marília, Bauru e São Pedro, chuvas ocasionais levaram à suspensão do racionamento mas o risco de faltar água persiste. Bebedouro, que havia interrompido o racionamento, voltou a suspender o fornecimento de água das 10 às 16 horas, por tempo indeterminado.

 

Prevendo a escassez de chuvas, Valinhos, na região de Campinas, prorrogou o rodízio por mais 12 meses.

 

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