Publicado 08 de Outubro de 2014 - 15h27

Represa Atibainha, que faz parte do complexo do Sistema Cantareira

Dominique Torquato/ AAN

Represa Atibainha, que faz parte do complexo do Sistema Cantareira

A Sabesp aguarda a autorização por parte dos órgãos reguladores para uso da segunda cota do volume morto do Sistema Cantareira e até agora não sinalizou ter alternativas caso a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) não aprovem a inclusão do volume adicional, ou caso a Justiça acolha o pedido do Ministério Público e dificulte a inclusão da nova parcela.

"Temos convicção de que teremos autorização para uso da segunda cota do volume morto", disse Pena, acrescentando que as obras necessárias para uso dessa nova parcela, já autorizadas pelos órgãos reguladores, estarão disponíveis a partir de meados de outubro. Questionada diversas vezes sobre qual seria a alternativa caso a companhia não possa usar o volume adicional, a presidente da Sabesp evitou responder e preferiu reiterar a necessidade da incorporação da segunda cota.

A ANA já informou que aguarda documentos da Sabesp sobre a previsão de demanda no Sistema Cantareira para analisar e, se for o caso, autorizar o uso da segunda cota. O documento, que era esperado para a última segunda-feira, após duas postergações não foi entregue mais uma vez. A Sabesp informou que não havia um "prazo legal" para a entrega do documento e que está em fase adiantada de elaboração dos estudos.

 

Enquanto isso, o MP informou na segunda-feira que entrou com uma ação civil pública para tentar limitar, ou até proibir, o uso da segunda cota. Segundo reiterou Dilma Pena, a primeira cota do volume morto deve durar até meados ou final de novembro, caso não chova. A partir daí, seria necessária a segunda cota do volume morto.

Anteriormente, a Sabesp já informou que a incorporação seria especialmente para dar garantia ao Sistema e que espera que com o início do período de chuvas, historicamente registrado em outubro, não seja necessário o uso da segunda cota. Dilma Pena afirmou que até agora não foi verificada nenhuma evidência de anomalia climática que impeça regime de chuvas normais. Questionada sobre quanto duraria a segunda cota do volume morto, caso houvesse a repetição da estiagem registrada no último ano, Dilma Pena afirmou que tal volume de água duraria até março ou meados de abril do próximo ano.

 

Sabesp corrige prazo para alcançar meta de perdas

A presidente da Sabesp, Dilma Pena, corrigiu um número informado por ela sobre os investimentos em redução de perdas da companhia. De acordo com a executiva, a meta é chegar a um nível de perdas de 15% a 16% até 2020. Anteriormente, ela havia informado que a meta seria atingida até 2015. Segue a matéria com o dado corrigido.

A Sabesp tem planos de investir US$ 5 bilhões até 2020 em programa de redução de perdas, informou a diretora-presidente da companhia, Dilma Pena. Durante apresentação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Vereadores paulista, que investiga o contrato entre a estatal e a Prefeitura de São Paulo, ela destacou que a companhia registra atualmente perdas totais da ordem de 30%, e perdas físicas da ordem de 19,8%. "A meta é chegar a um nível de perdas de 15% a 16% até 2020", disse sem dar detalhes.

Ela também comentou sobre outras obras que estão no planejamento na companhia, como a ampliação do sistema Rio Grande em 2,2 metros cúbicos por segundo e a interligação entre os reservatórios de Jaguari e Atibainha no volume de 5,1 m3/s, previstos para 2016, além da Parceria Público Privada de São Lourenço, que aumentará em 4,7 metros cúbicos por segundo a capacidade de produção de água tratada para a Região Metropolitana de São Paulo, que deve ser entregue em 2018. Para este mesmo ano, a companhia também pretende aumentar em 2 m3/s o volume de água de reúso. Dilma Pena não informou, entretanto, os valores financeiros envolvidos nessas obras.

A presidente da Sabesp elencou os planos de investimento como parte de uma apresentação feita no início da sessão da CPI para destacar o que a companhia está fazendo para garantir o abastecimento da população em meio à forte crise hídrica por que passa a Grande São Paulo.

 

Dilma Pena: Sabesp usará US$ 5 bi para reduzir perdas

A Sabesp tem planos de investir US$ 5 bilhões até 2020 em programa de redução de perdas, informou a diretora-presidente da companhia, Dilma Pena. Durante apresentação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Vereadores paulista que investiga o contrato entre a estatal e a prefeitura de São Paulo, ela destacou que a companhia registra atualmente perdas totais da ordem de 30%, e perdas físicas de 19,8%. "A meta é chegar a um nível de perdas de 15% a 16% até 2015", disse, sem dar detalhes.

Ela também comentou sobre outras obras que estão no planejamento na companhia, como a ampliação do sistema Rio Grande em 2,2 metros cúbicos por segundo e a interligação entre os reservatórios de Jaguari e Atibainha no volume de 5,1 m3/s, previstos para 2016, além da Parceria Público Privada de São Lourenço, que aumentará em 4,7 metros cúbicos por segundo a capacidade de produção de água tratada para a Região Metropolitana de São Paulo, que deve ser entregue em 2018. Para este mesmo ano, a companhia também pretende aumentar em 2 m3/s o volume de água de reúso. Dilma Pena não informou, entretanto, os valores financeiros envolvidos nessas obras.

A presidente da Sabesp elencou os planos de investimentos como parte de uma apresentação feita no início da sessão da CPI para destacar o que a companhia está fazendo para garantir o abastecimento da população em meio à forte crise hídrica por que passa a Grande São Paulo.

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