Publicado 14 de Outubro de 2014 - 11h20

Por France Presse

Atleta paraolímpico do Sul Africano Oscar Pistorius fala com um de seu advogado de defesa Brian Webber durante sua audiência de sentença no Supremo Tribunal em Pretória

Herman Verwey/ AFP

Atleta paraolímpico do Sul Africano Oscar Pistorius fala com um de seu advogado de defesa Brian Webber durante sua audiência de sentença no Supremo Tribunal em Pretória

A promotoria se opôs nesta terça-feira (14) a uma condenação leve para Oscar Pistorius, no tribunal que deve fixar a pena do atleta sul-africano, acusado de homicídio culposo contra sua namorada.

Na segunda-feira (13), um especialista penitenciário sugeriu condenar o atleta a três anos de trabalhos de interesse geral e de prisão domiciliar, o que provocou a indignação da promotoria e dos familiares das vítimas.

O promotor Gerrie Nel minimizou inclusive o compromisso de Pistorius com as crianças com deficiência física, em sua tentativa de convencer o tribunal de que o réu merece ir para a prisão.

Para um atleta, "não é nada original (este tipo de compromissos)", defendeu, durante o contra-interrogatório do agente do atleta, Pete Van Zyl.

"É simplesmente uma etapa em sua carreira (...)", acrescentou, sugerindo que seus trabalhos solidários só respondiam a uma vontade de alcançar a fama e agradar seus patrocinadores.

"Acredito que muitos atletas querem dar sua contribuição e mudar as coisas", respondeu Van Zyl.

Perguntado sobre a vontade do atleta paralímpico de retornar a competir, seu agente disse desconhecer a resposta, mas não a descartou.

"Não falei sobre isso com ele", ressaltou, informando que dependeria do processo.

Van Zyl tentou reabilitar na segunda-feira Pistorius, mencionando sua vontade de ajudar a melhorar a vida das crianças que, como ele, nasceram com uma grave deficiência física.

O atleta, que nasceu sem os perônios, precisou ser amputado aos 11 meses e passou a utilizar próteses. Ele se preparava para lançar sua própria fundação quando matou sua namorada, Reeva Steenkamp, que passava a noite de São Valentim em sua casa em 2013.

Em setembro foi considerado culpado de homicídio culposo, já que a juíza considerou que havia sido imprudente, mas que sua intenção homicida não podia ser demonstrada. O atleta sempre alegou que abriu fogo contra Reeva através da porta fechada do banheiro acreditando que se tratava de um ladrão.

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