Publicado 10 de Outubro de 2014 - 14h43

Militares britânicos carregam corpo de vítima de Ebola em Serra Leoa, na África

AFP

Militares britânicos carregam corpo de vítima de Ebola em Serra Leoa, na África

A epidemia de Ebola já cobrou a vida de mais de 4.000 pessoas, segundo o mais recente balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado nesta sexta-feira (10) em Genebra.

Segundo esse novo balanço, que foi feito até 8 de outubro, foram registrados 8.399 casos em sete países, dos quais 4.033 foram fatais.

Espanha

O governo espanhol, criticado pela oposição de esquerda e os sindicatos sanitários por registrar a primeira infecção de Ebola fora da África, anunciou hoje a criação de um comitê especial para gerir a crise.

"Quero informar sobre a criação de um comitê especial para a gerir na Espanha a doença e o vírus Ebola", declarou a vice-presidente do governo, Soraya Sáenz de Santamaría, em coletiva de imprensa ao término de um conselho de ministro.

O chefe do Governo, Mariano Rajoy, visitou nesta sexta-feira o hospital onde se encontra internada a auxiliar de enfermagem infectada pelo vírus.

"Há muita gente que está trabalhando em um momento que, todos nós sabemos, é complexo e difícil", afirmou Rajoy antes de entrar no centro médico. "Estou totalmente convencido de que se fará tudo o que for necessário para superar esta crise", acrescentou.

Teresa Romero, 44 anos e que cuidou de dois missionários espanhóis repatriados com Ebola em agosto e setembro, vindos da Libéria e de Serra Leoa, se converteu na segunda-feira na primeira pessoa infectada pelo vírus fora do continente africano.

A ministra da Saúde, Ana Mato, foi duramente criticada pela oposição de esquerda pela gestão de uma doença para a qual, segundo os sindicatos de saúde, o pessoal médico não dispunha nem de material ou formação adequados.

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