Publicado 15 de Outubro de 2014 - 5h00

Por Bruno Bacchetti

estiagem, seca, rodízio, água, bairros, Americana

Edu Fortes/ AAN

estiagem, seca, rodízio, água, bairros, Americana

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Americana iniciou nesta terça-feira (14) um rodízio nos 14 reservatórios de água abastecidos pelo Rio Piracicaba e Sistema Cantareira para igualar o abastecimento dos bairros — alguns sofrem mais com a falta d’água que outros.

 

Os reservatórios alimentados pela mesma adutora farão rodízio levando em conta a população abastecida por eles e o consumo dessas regiões. O monitoramento do sistema telemétrico e o Serviço de Atendimento do Cliente (SAC) irá auxiliar no trabalho, mostrando quais os pontos de maior consumo, níveis de reservação elevada e níveis de reservação baixa. O rodízio não tem previsão para terminar e vai durar até o fim do período de estiagem.

 

“O DAE vem fazendo o possível para manter o abastecimento, porém, a situação está crítica com a falta de chuva, o rodízio vai equiparar o abastecimento nos bairros. Quanto maior a colaboração da população, menor será o impacto”, disse Claudete Alves Pereira, diretora-geral do DAE.

 

A população de diversos bairros de Americana também tem reclamado da qualidade da água distribuída, em tom amarelado e com cheiro forte. “A água que vem da rua está amarela, nem roupa dá para lavar. Colocamos um filtro na caixa d’água para poder beber. Meu genro tomou banho e reclamou de coceira. O rodízio preocupa, tem que economizar, mas tem gente que não está nem aí”, afirmou a aposentada Fátima Auxiliadora Bianchezi, de 60 anos.

 

Segundo o DAE, em função das baixas vazões e da qualidade da água bruta captada, algumas interrupções de abastecimentos estão acontecendo de forma generalizada e no retorno do abastecimento, muitas vezes a água arrasta partículas internas da rede de abastecimento, que pode ocasionar a presença de cor. “O DAE tem uma preocupação intensa em manter a qualidade da água distribuída. Assim, primamos pela qualidade às vezes, em detrimento da quantidade”, afirmou o chefe da Divisão de Tratamento de Água, Carlos César Gimenez Zappia.

 

Atualmente, a vazão do Rio Piracicaba, no ponto da captação está em menos de seis metros cúbicos por segundo, onde o normal para a época seria entre 12 a 15m3/s. O nível do rio está em pelo menos um metro abaixo do que estava em fevereiro deste ano e esses fatores alteram as características da qualidade da água, dificultando e retardando o processo de tratamento. 

Escrito por:

Bruno Bacchetti