Publicado 13 de Outubro de 2014 - 17h39

Por Manuel

Refeição para Malala

Manuel

Refeição para Malala

Adoro cozinhar. Gosto de cozinhar para pessoas de todas as ordens, das interessantes às desinteressantes. Mas confesso que me sinto ainda mais completo quando cozinho para pessoas indispensáveis. Gostaria de cozinhar para Malala. Falo da paquistanesa Malala Yousafzai, de 17 anos, que ganhou recentemente o Prêmio Nobel da Paz por sua luta em favor da educação escolar para as mulheres de seu país. Por sua militância, a garota levou um tiro na cabeça e ficou em coma, mas sobreviveu. Hoje vive na Inglaterra, onde dá continuidade à sua missão.

Conheço pouco da gastronomia do Paquistão. Sei que lá eles gostam de kebab, de frango ao curry, de assados e legumes. Certamente, devem apreciar muitos outros alimentos. Se tivesse que preparar uma refeição para Malala, eu buscaria inspiração na simplicidade do Brasil. Melhor dizendo, buscaria inspiração na singeleza. Não vejo vantagem em ser simples, mas valorizo profundamente o que é singelo.

Para Malala eu faria um bom frango com polenta. Frango macio, puxado no alho, com caldo grosso e com toques de cheiro verde. E polenta cremosa, tão cremosa que “dança” no prato. Como sobremesa, Malala ganharia um arroz doce igualmente cremoso, chuviscado por canela em pó. Acho que Malala gostaria desta refeição. Afinal, os olhos desta pequena gigante paquistanesa demonstram ter muita fome de vida.

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Manuel