Publicado 09 de Setembro de 2014 - 16h02

Henrique Nunes

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

[email protected]

Vagner Benazzi ainda nem estreou no comando do Guarani, mas já comemora as duas partidas sem derrota (vitória contra o Juventude e empate com o Guará) e a chegada de parte dos reforços que pediu à diretoria para a disputa das quatro últimas partidas da Série C do Brasileiro - os meias Alex Maranhão e Preto, além do volante Francesco devem estar à disposição do treinador na partida de sábado contra o lanterna Duque de Caxias. Tudo indicava que, enfim, as coisas conspirariam em favor do treinador até o volante Samuel, que está há dois meses afastado por contusão, criticar publicamente a postura do clube em relação ao seu tratamento.

Em entrevista à Radio Central na noite de segunda-feira, o jogador voltou a tumultuar o ambiente no Brinco de Ouro ao se dizer “abandonado” pelo departamento médico do clube, que não quer arcar com as despesas da cirurgia que precisa urgentemente realizar no joelho direito. O jogador rompeu o ligamento cruzado no final de julho e dificulmente cumprirá o prazo de seis meses previsto na recuperação porque ainda nem deu início ao tratamento. “Quanto antes você fizer a cirurgia, mais rápido você volta ao time. E eu acabei me machucando em um momento ruim do Guarani. O Álvaro Negrão, que era presidente na época, falou que ia me operar. Que ia fazer tudo o que tinha que ser feito. Eu vi que ele estava correndo atrás, mas a coisa não andou. Ficou muito na teoria e na prática não aconteceu”, lamentou o jogador, que cogitou a possibilidade de entrar na Justiça diante da negligência do clube e por estar impedido de exercer a profissão em função da lesão.

Silêncio

A entrevista de Samuel pegou todos no Bugre de surpresa e ele está impedido de responder às muitas solicitações da imprensa desde que a nova diretoria, agora comandada pelo presidente Gustavo Tavares, encontre uma solução para o caso. Mas o jogador já avisou que não pretende esperar muito mais tempo para que a situção se resolva. Ele tem pressa porque seu vínculo com o clube acaba no próximo mês de novembro, com possibilidade de prorrogação.

A assessoria de imprensa do Guarani também está impedida de falar sobre o caso, mas garantiu que a diretoria está ciente e já busca alguma maneira para bancar a cirurgia do atleta – que pode custar até R$ 20 mil. “Deixar de me operar e ir levando com a barriga acho que poderia trazer coisas piores para o próprio clube. Mas não sei. Não sei o que passava na cabeça dele”, concluiu o volante.