Publicado 08 de Setembro de 2014 - 17h39

Livro homenageia os 240 anos de Campinas

Felipe Tonon

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Fotos: Élcio

Será lançado amanhã o livro “Campinas, 240 anos”. A obra produzida pela Secretarial de Comunicação da Prefeitura foi coordenada pelo jornalista Luiz Guilherme Fabrini, e é composta por fotos e ilustrações históricas do município, retratando todos os períodos e transformações da cidade ao longo do tempo. O lançamento acontece às 19h no Espaço Cultural CPFL e faz parte das comemoração do Mês Carlos Gomes, organizado pela Pasta, que organizou uma série de eventos na cidade para lembrar a vida e obra do compostor campineiro.

O livro é dividido em quatro ciclos: Formação do Povoado (1721-1842); Potência Agrária (1842-1930); Crescimento (1930 - Atual); e Futuro, com as projeções de desenvolvimento de Campinas para as próximas décadas.

“É difícil encontrar uma obra que condense toda a história da cidade, desde o início. Este é um trabalho completo”, disse Fabrini.

Para chegar ao resultado final foram pesquisados trabalhos acadêmicos, livros históricos, documentos, além de reportagens e fotos produzidas pelos jornais do Grupo RAC.

A ideia de congregar em uma única obra os principais acontecimentos nos 240 anos de Campinas iniciou no ano passado, após um episódio curioso envolvendo o prefeito Jonas Donizette (PSB). O chefe do Executivo encontrou abandonado, na Prefeitura, um busto do ex-presidente Campos Salles. “O Prefeito, então, pediu para que fosse recuperado e o colocou em seu gabinete. Foi a partir daí que nasceu a ideia do livro”, disse Fabrini.

Na época, o prefeito lembrou da importância em imortalizar a história. “Uma cidade é feita de símbolos, para que as pessoas cultuem a história. Campos Salles, filho ilustre de Campinas, foi responsável por grandes mudanças na política brasileira”, disse. A peça em bronze foi esculpida na primeira metade do século pelo artista Iolando Mallozi.

Além dessas histórias, a obra é repleta de dados curiosos, como a história da febre amarela, que teria dizimado mais de 75% da população em 1889. Acreditava-se que Campinas possuía 20 mil habitantes e após o surto sua população teria caído para apenas 4 mil. “Foram vários dados conflitantes, por isso tivemos o cuidado de confrontar com diversas publicações”, disse Fabrini, que ao consultar trabalhos acadêmicos e dados demográficos oficiais, observou que a doença reduziu em 18% a população, caindo de 41 mil para 33,8 mil habitantes, sendo que as mortes somaram 2,5 mil. Outra parte da população deixou a cidade com medo da febre amarela. A cidade se recuperou rapidamente. Onze anos mais tarde, a população de Campinas já era de 67,6 mil.

Os exemplares serão distribuídos aos convidados durante o lançamento e em todas as escolas municipais e estaduais de Campinas, além de bibliotecas públicas. O livro também fará parte do material institucional da Prefeitura e será presenteado a delegações internacionais. “Campinas recebe muitos representantes de governos de todo o mundo, que irão receber a obra quando visitarem a cidade.” O livro não será vendido.