Publicado 08 de Setembro de 2014 - 17h36

Henrique Nunes

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

[email protected]

Mesmo com o fim das turbulências da semana passada, o Guarani nem quer pensar em entrar em calmaria. Ciente de que tem muito ser feito (dentro e fora de campo), o clube conta com o respaldo dos números para acreditar que está tão próximo do batalhão da frente quanto de uma possível queda na Série C do Campeonato Brasileiro, Na verdade, a distância para o quarto colocado Guará é de quatro pontos e, para o São Caetano, primeiro na zona de rebaixamento, apenas 1. O que deixa, na verdade, técnico e jogadores otimistas é que o Bugre encara na rodada de sábado o lanterna Duque de Caxias e o Azulão, pega o vice-líder. “Podemos tirar a diferênça para os líderes e, ao mesmo, tempo, nos afastar de vez do perigo de rebaixamento”, acredita o técnico Vagner Benazzi.

Mas com apenas mais quatro rodadas para o término da primeira fase, o próprio Benazzi acha impossível cumprir tal objetivo sem que a diretoria cumpra a promessa de trazer ao menos cinco reforços antes mesmo do confronto com o time carioca “Já tinha pedido os jogadores desde que cheguei e agora acho que enfim eles chegam”, confirma Benazzi, referindo-se às chegadas dos meias Alex Maranhão e Preto, além do volante Francesco – este, peça fundamental para o treinador no restante da competição. O comandante alviverde quer também mais um zagueiro e outro atacante, mas a diretoria ainda estuda se terá condições de conseguir atender aos seus pedidos.

Quem deve, enfim, como “reforço” é o próprio treinador. Depois de dois canos em torcida e imprensa, ficando fora das partidas contra Juventude e Guaratinguetá, Benazzi enfim conseguiu efeito suspensivo e fará a sua estreia na próxima rodada da Série C.

E o treinador ainda não sabe se poderá contar contar com o atacante Silas, que sentiu uma fisgada na coxa no empate contra o Guará e espera a realização dos exames para ver se terá condições de jogo. Ele é o artilheiro da equipe no Brasileiro com três gols marcados, mas ainda não é unanimidade entre os bugrinos.

Mudou de novo

Ainda sem o Brinco de Ouro, vetado pelo Corpo de Bombeiros, e agora sem o Nabi Abi Chedid, que será utlizado no mesmo dia da partida pelas categorias de base do Bragantino, o Bugre confirmou que mandará o jogo contra o Duque de Caxias ao Décio Vitta, em Americana. E, na quarta partida que o clube fará no estádio, haverá, independentemente do resultado, um desempate: nas três outras partidas que a equipe fez na casa do Rio Branco, conseguiu uma vitória sobre o Macaé (1 a 0), um empate diante do Madureira (1 a 1) e a goleada sofrida para o Guaratinguetá (5 a 1). A volta ao Brinco de Ouro pode acontecer somente no final do mês, na partida contra o Mogi Mirim, dia 21 de setembro. Em 2014, o Bugre praticamente nem jogou em seu estádio. Foram duas partidas: empate por 1 a 1 com o Caxias e derrota por 1 a 0 para o São Caetano.